Monday, July 05, 2010

Quartos de Final - Mundial 2010

Uruguai 1 - 1 Gana (4-2 Pen.)
Não assisti ao jogo e só vi o que aconteceu no dia seguinte. Suarez foi transformado em herói nacional no Uruguai graças à sua defesa com a mão que permitiu aos sul-americanos alcançar a lotaria dos penalties, onde foram mais felizes que o último país sobrevivente do continente anfitrião. Espantei-me com a forma como muito clamaram pela injustiça que foi a defesa de Suarez, comparando-a até com a mão de Henry ou o golo anulado a Lampard, quando o que Suarez fez não foi falhanço de ninguém, apenas um jogada que as regras do jogo contemplam. Tudo foi seguido à risca, por isso não vale a pena chorar mais. Brilhante a velocidade de raciocínio do avançado uruguaio em tão curto espaço de tempo.


Brasil 1 - 2 Holanda
Também não vi este jogo mas, ao contrário de muitos, não fiquei muito admirado com o resultado. É certo que esta Holanda está algo distante da que maravilhou antes de chegar ao Mundial, mas ainda assim é uma equipa compacta, que funciona bem em todos os momentos do jogo. Teve alguma sorte neste jogo, mas fez por merece-la, ao contrário do Brasil que jogou como se a camisola bastasse para seguir em frente na competição. Consegui-o na primeira parte, mas na segunda, quando foi preciso um plano alternativo, este não existia.


Alemanha 4 -0 Argentina
Choque só mesmo para quem não viu o jogo, tal o domínio que a Alemanha exerceu no meio-campo, dificultando toda a (fraca) transição defesa-ataque da Argentina. Schweinsteiger brindou-nos com uma exibição absolutamente brilhante, talvez a melhor exibição individual deste Mundial, garantindo um controlo absoluto das operações à selecção germânica, do inicio ao fim do encontro. Magnifica também a forma do jovem Mueller, fazendo jus ao histórico apelido. Da Argentina, de destacar apenas a teimosia de Maradona em jogar numa táctica ancestral, totalmente inadequada ao futebol contemporâneo. Estranhei também porque Aguero teve tão poucos minutos na competição, ele que entrou sempre com ganas em todos os jogos que participou.


Espanha 1 - 0 Paraguai
O maior destaque da partida foi mesmo o árbitro, que errou em quase todas as decisões que tomou. A Espanha, no meio do tumulto, acabou por ser mais feliz, ela que procurou resolver a eliminatória nos 90 minutos, ao passo que o Paraguai jogava também com o relógio. Villa resolveu uma vez mais, marcando um golo que definitivamente não queria entrar (bola 3 vezes nos postes antes do golo). Segue-se agora a Espanha, naquele que será porventura o jogo mais equilibrado deste Mundial.

Monday, June 28, 2010

Só os ingleses nos conseguessem fazer rir!

É certo que a comédia britânica é uma referência mundial no mundo do humor, mas além disso, a selecção inglesa tenta fazer o mesmo ou melhor que a mítica Britcom. Senão vejamos:

Antes do jogo, a imprensa britânica pedia
para os jogadores se lembrarem disto:


E o cómico resultado foi este:



Brilhante!!!

Thursday, June 24, 2010

Finalmente!

Um Japão que vence e convence!

Uma das surpresas mais agradáveis deste Mundial. Desde que me decepcionaram em 1998, deixei de acreditar na beleza e carácter exótico do futebol japonês, mas finalmente conseguiram largar as amarras e alcançar um feito incrível: qualificarem-se para uma segunda fase do Mundial fora do seu país, sem ajudas externas e com um futebol de marca, sem imitações, tal como a Coreia do Sul já havia feito há dois dias atrás. Acrescentando a boa impressão deixada pela Nova Zelândia e uma Austrália que arrancou tarde demais, o futebol a Oriente está de parabéns. E sim, não mencionei a Coreia do Norte de forma a não estragar o post...

P.S: Pedro, apaguei o teu post pois o vídeo tinha sido removido pelo youtube. Depois tentas de novo. Vai contribuindo!

Monday, June 21, 2010

Assim sim!

Portugal 7 - 0 Coreia do Norte

Portugal garantiu praticamente a qualificação para os Oitavos do Mundial, após uma exibição magnífica, principalmente na 2ª parte, onde o desnorte da Coreia levou os asiáticos a sofrerem uma pesada goleada que ficará na história dos Mundiais. Através de notas rápidas, ficam aqui registado este brilhante momento da selecção das quinas:

- Ronaldo quebrou o jejum de golos que durava à cerca de 2 anos;
- 4 dos 7 golos foram marcados por jogadores a actuar em Espanha, 3 por parte de jogadores do Atlético de Madrid (Tiago e Simão);
- Portugal nas duas vezes que encontrou a Coreia do Norte nos Mundiais passou a somar um saldo favorável de 12 golos marcados contra 3 sofridos.
- Na primeira parte e até ao golo de Raúl Meireles, Portugal e Coreia estavam empatados em remates (4 para cada lado)

Crónicas do Mundial 2010

Primeira Fase
Jornada 2

França 0 - 2 México

Não vi a primeira parte, mas também não importou muito, pois foi na segunda que se deu aquilo a quem nem devemos chamar surpresa, pois a França jogou sem pés nem cabeça, ao passo que o México aproveitou da melhor forma esse estado vegetativo francês (e a passadeira estendida pelo árbitro) para ganhar 3 pontos e olhar para os Oitavos com olhos bem arregalados, enquanto que em Paris, tal como muitos turistas, o melhor mesmo será ver o que resta do Mundial de binóculos, ou em bom português, por um canudo.
Melhor em campo: Chicharito Hernandéz
Arbitragem: Péssima


Argentina 4 - 1 Coreia do Sul

Grande jogo de futebol, no qual o resultado não espelha o que se passou em campo. O jogo foi muito equilibrado, tendo a Coreia criado perigo mais ou menos alarmante na defesa argentina, sobretudo na segunda parte. Pelo outro lado, os argentinos conseguiram obter uma boa percentagem de aproveitamento dos remates com direcção da baliza sul-coreana, ganhando assim uma clara vantagem no resultado, que poderia ter sido bem diferente caso os coreanos fossem mais eficazes em frente à baliza de Romero. Quanto a notas individuais, Messi está a realizar um excelente Mundial, assim com Heinze e Jing-Su Park. Além destes, a Argentina ganhou neste dia mais duas peças inspiradas: Higuaín e Agüero.
Melhor em Campo: Higuaín
Arbitragem: Boa


Alemanha 0 - 1 Sérvia

So vi o final do jogo, quando uma Alemanha enfraquecida por jogar com um a menos lutava como conseguia face a uma Sérvia fortíssima, que ainda teve algumas ocasiões para aumentar a vantagem.
Melhor em campo: Stojkovic
Arbitragem: Medíocre


Inglaterra 0 - 0 Argélia

Vi a segunda parte e que jogo mais sem sal a que assisti. Não existiram situações de golo, a Inglaterra teve uma dificuldade imensa em fazer transições ofensivas e a Argélia tentava sempre que podia o contra-ataque através de Belhadj. Gerrard e Lampard continuam sem funcionar bem em conjunto, Rooney perdeu-se no meio dos bons centrais argelinos e as alterações operadas por Capello nas alas não resultaram em nada. Ficou evidente que falta um plano B à selecção inglesa.
Melhor em campo: Belhadj
Arbitragem: Boa


Holanda 1 - 0 Japão

Apenas assisti à segunda parte, ainda a tempo de ver um jogo com alguma agitação, mercê do golo de Sneidjer, que motivou o Japão a mostrar mais jogo ofensivo, o qual não chegou para empatar a partida. O golo teve grande colaboração do guarda-redes nipónico e acabou por resultar nos três pontos e consequente qualificação da Holanda para os Oitavos. Missão cumprida, mas sem a intensidade que os holandeses mostraram anteriormente. Jogando desta forma, duvido que cheguem ao seu objectivo mínimo que são as meias-finais.
Melhor em Campo: Tulio Tanaka
Arbitragem: Boa


Camarões 1 - 2 Dinamarca

Excelente jogo, pelo menos o tempo que vi (segunda parte quase por inteiro). Eto'o deu vantagem após desconcentração (mais uma) na defensiva dinamarquesa, que acabou por se redimir através de um bom trabalho nos últimos 20 minutos, onde impediram os Camarões se alcançarem no mínimo um golo que os mantivesse em prova. Relativamente ao ataque, Bentdner esteve muito bem e Romedahl teve um momento de inspiração (devidamente ajudado por uma defesa africana muito lenta na recuperação) que decidiu o jogo.
Melhor em campo: Kjaer
Arbitragem: Razoável


Espanha 2 - 0 Honduras

Espanha ao nível que nos habitou, mas muito perdulária. Podiam ter igualado a goleada de Portugal, mas Torres e seus companheiros não estavam particularmente inspirados. Salvou-se Villa, que ainda assim falhou um pénalti.
Melhor em campo: David Villa
Arbitragem: Péssima

Sunday, June 20, 2010

O Sporting e a falsa questão do guarda-redes

Ninguém me tira da ideia que todos os nomes de guarda-redes que saíram nas páginas da comunicação social para a baliza do Sporting não passam de uma de três teorias:
1) a primeira e que eu estranharia mais diz respeito a algum conflito que a comunicação social tenha com Rui Patrício,
2) a segunda - aquela em que eu tenho vindo a acreditar cada vez mais - diz-me que a imprensa desportiva portuguesa está a fazer um teste ao Sporting e a à sua recentemente eleita direcção. Esse teste consiste em lançar tantos nomes para a frente que eventualmente, o Sporting pegue em algum desses nomes e acabe por planificar a sua época de acordo com aquilo que dizem os jornais e não de acordo com aquilo que a direcção técnica do clube acredita.
3) a última teoria e que eu considero a mais provável diz respeito aos bufos do Sporting, de que Paulo Bento já falava. Em alguma conversa privada, alguém deve ter ouvido Paulo Sérgio a dizer que queria uma guarda-redes experiente e de craveira internacional e partindo daí, a notícia espalhou-se para os jornais que, em catadupa, vão mandando nomes para o ar a ver quem acerta primeiro na real contratação.

Para mim, ainda que tudo isto esteja a acontecer, é tudo uma falsa questão, pois Rui Patrício é dos melhores guarda-redes da sua geração, com experiência acumulada na nossa liga e cujo valor não deve ser posto em causa só por uma época em que as coisas correram mal a praticamente todos do plantel.

Sunday, June 13, 2010

Crónicas do Mundial 2010

Primeira Fase
Jornada 1


Não tenho o tempo necessário para ver quantos jogos queria neste Mundial, no entanto e aos poucos, consigo ver um ou outro jogo por inteiro. As crónicas que aqui deixarei são dos jogos que consegui ver na íntegra, assim como daqueles que vi pelo menos uma das partes.


Argentina 1 - 0 Nigéria

Jogo bem conseguido por parte dos albicelestes, face a uma selecção sempre difícil de defrontar como é a da selecção do corno de África. Messi respondeu à chamada do dever por parte da sua selecção e destacou-se como o elemento mais perigoso em campo, só não marcando devido à capacidade quase sobre-humana do guarda-redes Enyeama, que impediu de forma espectacular o golo ao mágico argentino. A Argentina pareceu sempre controlar um jogo que no geral foi pobre (exceptuando os primeiros 15 minutos, muito intensos), culpa de um Verón que foi perdendo frescura e demorou a ser substituído e igualmente devido à fraca capacidade da Nigéria em criar perigos de maior à selecção sul-americana. No final, resultado justo.
Melhor em campo: Jonas Gutierrez
Arbitragem: Excelente


Argélia 0 - 1 Eslóvenia

Jogo muito pobre em termos de espectáculo para o qual em muito contribuiu a postura defensiva de ambas as equipas. A Argélia, com um esquema que privilegiou o jogo de contra-ataque, não soube aproveitar as debilidades na construção de jogo dos eslovenos, que tinham nos seus médios ofensivos as suas melhores unidades. Apesar de conseguirem estancar bem o ataque esloveno, os argelinos nunca se mostraram perigosos e além disso, foram também infantis em dois momentos que definiram a partida: a expulsão de Ghezzal e o frango de Chaouchi. Aproveitaram bem os eslovenos para somar 3 pontos e colocar em causa o lugar de americanos ou ingleses na fase seguinte da prova.
Melhor em campo: Suler
Arbitragem: Segura


Alemanha 4 - 0 Austrália

Jogo prático da Alemanha, procurando sempre a subida dos alas no apoio ao ataque ao mesmo tempo que tentava abrir a lata pelo centro através das desmarcações de Schweinsteiger ou Ozil. A atitude acutilante dos alemães ajudou em muito na simplificação do seu jogo, no entanto grande parte do trabalho foi amplamente facilitado por uma irreconhecível Austrália, muitíssimo longe da selecção que deslumbrou em 2006. Habituado a jogar num britânico 4x4x2, o seleccionador australiano resolveu inventar e pôs 6 médios em campo (!) numa tentativa de neutralizar a capacidade criativa dos alemães. Além de ter falhado completamente nessa missão (algo que o resultado traduz), obrigou ainda alguns dos seus melhores jogadores a trabalho defensivo desnecessário como Cahill, que nessa situação viu um cartão vermelho por uma entrada que, se jogasse na sua zona habitual, nunca teria feito. Assim, além da pesada derrota (que poderia ter sido ainda pior), a Austrália vê-se ainda sem o seu melhor jogador para o resto da fase de grupos. Quanto à Alemanha, exibição prática, boas transições, excelente atitude e acima de tudo, grande organização táctica.
Melhor em campo: Ozil
Arbitragem: Fraca


Holanda 2-0 Dinamarca

A selecção laranja começou da melhor forma o Mundial 2010, para o qual é uma das não-tão-claras favoritas. Se na primeira parte o jogo foi de receio de parte a parte, a segunda começou com o golo holandês, após infantilidades sucessivas da defesa dinamarquesa. Tendo que reagir, a Dinamarca jogou as suas cartas (Gronjkaer e Eriksen) mas o resultado saldou-se na perda da capacidade em criar perigo, aproveitado pela Holanda para acelerar a sua manobra ofensiva (ajudada pela irreverência de Elia) e assim chegar, naturalmente, ao segundo e decisivo golo por Kuyt, crónico jogador do sítio certo à hora certa. Não foi uma exibição brilhante da Holanda, mas chegou para ganhar o adversário teoricamente mais complicado do grupo.
Melhor em campo: Van Bommel
Arbitragem: Mediana


Itália 1 - 1 Paraguai

A squadra azzurra começa o Mundial a tropeçar, algo habitual nas suas andanças pelo Mundial. Abençoada por um grupo facílimo, a Itália só perdendo o jogo de hoje é que poderia ter dificuldades de maior na qualificação para a fase seguinte. É certo que não o perdeu, mas também não esteve muito longe disso, pois não fosse a falha do guarda-redes Villar, estaríamos agora a falar de uma grande vitória dos sul-americanos. O Paraguai foi igual a si próprio nestes torneios: duro de roer, rezingão, sem medo da luta mas sempre com percalços fatais lá atrás. Acredito que o Paraguai passará este grupo, no entanto terão que mudar alguma coisa frente à Eslováquia. Já a Itália tem que mudar mais ainda, pois apesar da vontade que demonstrou depois de estar em desvantagem, falta claramente criatividade no meio-campo e concentração defensiva a esta selecção.
Melhor em campo: Enrique Vera
Arbitragem: Boa


Brasil 2 - 1 Coreia do Norte

Jogo mais tenso do que seria suposto, fruto de um Brasil pouco imaginativo e de uma Coreia do Norte com garra e praticamente intransponível na defesa. Maicon, já na segunda parte, conseguiu abrir a lata com um golo só ao alcance dos predestinados, para depois Elano, após boa combinação, fazer o 2-0 e selar a vitória canarinha, que ainda passou por apuros após o reduzir da vantagem por parte dos norte-coreanos que ainda tiveram nos pés outra oportunidade para chocar o mundo. Não foi desta, mas pede-se a Portugal que mantenha concentração máxima no seu jogo contra os asiáticos, de forma a não repetir 2002, onde também uma selecção asiática nos estragou os planos.
Melhor em campo: Maicon
Arbitragem: Mediana


Portugal 0 - 0 Costa do Marfim

Vi o jogo a espaços e o que se pode concluir é que nenhuma selecção queria perder. Os ataques das equipas foram nulos, embora tenha estranhado mais a atitude dos africanos que dos europeus, pois a Costa do Marfim tem um ataque mais forte e mais combativo que o português e ainda assim, preferiu não usá-lo, quase de certeza por medo do contra-ataque português. Talvez o remate ao poste de Ronaldo aos 15 minutos de jogo tenha tirado as ideias de ataque constante aos costa-marfinenses, acabando estes por perder uma boa oportunidade de "matar" o grupo G. Já de Portugal, não se pode dizer o mesmo, pois ao contrário da Costa do Marfim, os navegadores não têm uma equipa coesa, tendo sim e ao invés uma equipa com uma excelente unidade aqui e uma mediana acolá. Muito longe de um ataque que se pode dar ao luxo de alinhar Drogba, Dindade, Kalou, Touré e Zokora. Oportunidade de ouro perdida pela Costa do Marfim, empate com sabor de missão cumprida de Portugal.
Melhor em campo: Zokora
Arbitragem: Mediana

Monday, May 24, 2010

Portugal 0 - 0 Cabo Verde: Análise


Portugal fez hoje o primeiro teste rumo ao Mundial da África do Sul e a coisa não correu lá muito bem, aliás, tratou-se de uma clara demonstração do que está mal na selecção, o que tem o seu óbvio lado negativo, mas que por outro lado pode ser visto também de forma positiva.

Do lado negativo, a cerca de 3 semanas do Mundial a selecção mostra uma fragilidade ofensiva fora do normal. Os extremos até funcionam, mas na área não há quem seja capaz de se movimentar de forma ideal para marcar os golos. Tanto a necessidade exagerada de Ronaldo querer participar no jogo ofensivo como a má forma de Liedson e a lentidão de Hugo Almeida são factores que têm que ser trabalhados de forma rápida e eficaz para que não sejam esses mesmos factores os motivos de um falhanço no Mundial que parece mais realizável do que seria suposto. Ainda do lado negro da força portuguesa, Deco está a anos-luz do mágico que encantou o Porto. É hoje um jogador lento, em claro declínio e a pensar mais naquilo que ainda pode ganhar monetariamente do que desportivamente. Carlos Martis ou Hugo Viana têm lugar de caras no lugar de Deco e Queiroz será responsabilizado pelo insucesso da sua escolha. O pior mesmo é sabermos desde já que o seleccionador nacional continuará a apostar no luso-brasileiro que pouco ou nada trará a Portugal. Por bem da selecção das quinas, seria bom que Deco se lesionasse ou não pudesse ir ao Mundial, e digo isto de forma triste, pois não desejo a dor a ninguém, mas não vejo outra forma de Queiroz corrigir a tempo o seu erro na convocatória.

Passando ao lado positivo do jogo, este foi um bom teste para demonstrar tudo o que está mal, logo dando à equipa técnica os sintomas da doença de forma a que se possa remediar ou mesmo curar a tempo do Mundial começar. E isto é tudo o que de positivo este jogo teve no plano técnico-táctico. No plano dos jogadores, destaque para três unidades:

O Bom: Fábio Coentrão
Tinha dúvidas se o benfiquista teria a capacidade necessária para fazer na selecção o que faz no seu clube e hoje ficou provado que realmente é capaz. Com ele na defesa em vez de Duda, Portugal ganha mais coesão defensiva, mais apoio ao ataque, mais chegada à linha e mais juventude. Perde apenas em experiência, mas isso é o menos.

O Mau: Deco
Já falei dele anteriormente e não me vou alongar muito mais: não dá à selecção aquilo que devia dar. É um campeão, mas não o vejo a fazer a diferença na África do Sul.

O Vilão: Cristiano Ronaldo
Já vai sendo hábito que Ronaldo se agarre demasiado à bola, participe da pior forma na construção do ataque, que se mostre ansioso e revoltado e adicione-se agora, que tente fazer golos com a mão como se tivesse piada na sua situação. Acho Ronaldo um fora-de-série e penso que lhe falta um golo nas Selecção para acalmar as ideias e voltar a fazer a diferença da melhor forma que o faz no seu clube: encantando a plateia e fazendo golos e jogadas magníficas.

Saturday, May 22, 2010

Notas da grande final: Bayern 0 - 2 Inter


Milito. O Homem do jogo. O avançado do momento. Messi é grande, mas Milito mostrou-se maior que o pequeno argentino nos últimos 3 jogos do Inter marcando 4 golos que valeram 3 títulos. Sensacional!

Mourinho. És Grande Mourinho! Igualou em menos de 10 anos o número de Champions conquistadas por Ferguson em mais de 30. Tem um dom. Não é defensivo, mas sim ganhador. Entrou na história do Porto, Chelsea e agora do Inter. Mesmo que encerrasse amanhã a carreira de treinador seria sempre dos mais vitoriosos da história do futebol.

Zanetti. Lembro-me bem do Inter nos anos 90 e o martírio pelo qual passava o argentino, sempre capaz de tudo por uma equipa que raramente o acompanhava. Metia pena vê-lo lutar de forma tão inglória. Hoje é rei na Europa, algo que se sempre mereceu ser.

Robben. O que disse sobre Zanetti vale para Robben. Merecia mais, pois correu e tentou todo o jogo, mas hoje não era a sua noite. Hoje, mesmo que não tenha sido decisivo, provou que é um fora-de-série.

Bayern. Foram dos vencidos mais honrados que vi nos últimos anos. Aplaudiram a consagração do rival, revelaram grande cordialidade na hora da derrota e, apesar da tristeza, foram certamente campeões do fair-play.

Apostas para o Mundial 2010: As Decepções

A minha maior dificuldade para a escolha das selecções que desiludirão no Mundial prende-se com o facto de já ter colocado Portugal e Argentina no lote das incógnitas, visto que, após o anúncio dos 23 convocados, tanto por Queiroz como por Maradona, tenho que reconhecer que dificilmente estas duas selecções farão um bom campeonato. É bem verdade que têm os 2 melhores jogadores do Mundo nas suas fileiras mas, tirando os extremos em Portugal e os atacantes na Argentina, estas selecções passam ao lote da quase vulgaridade. Assim, e como no que está feito não se pode mexer, segue-se então a minha aposta para as selecções que, com grande certeza minha, vão falhar no Mundial:

Holanda
Parte como uma das favoritas aos lugares do pódio mas penso que não chegará lá. Parte num grupo acessível tendo em conta a boa campanha de apuramento e o bom momento da equipa, contudo penso que quando chegar a fase a eliminar, a Holanda cairá imediatamente, tal como o tem feito nos últimos torneios. Não lhe falta qualidade nos jogadores, mas falta-lhe liderança no banco.

Pontos fortes: Robben num excelente momento de forma, aliado à recuperação de Van Persie. Sneidjer, Van Bommel e Kuyt têm todos uma força de vontade capaz de derrubar as barreiras mais difíceis. Suplentes jovens e de grande valor, com capacidade de dar algo mais à equipa.
Pontos fracos: Van Marwijk tem sido consensual mas ainda não teve qualquer mata-mata como prova do seu valor. É uma selecção em fase de rejuvenescimento e a aposta na juventude pode ser perigosa, tal como aconteceu no Euro 2008. Exceptuando Robben e Sneidjer, os jogadores mais importantes da Holanda a jogar no estrangeiro tiveram uma época muito pobre.

França
Tal como Portugal a França cometeu o erro de anunciar antes do torneio começar o novo treinador da selecção. Como se viu pelo exemplo de Scolari no Euro 2008, a coisa não correu muito bem. Além disto, a selecção francesa, preparada para as fases finais, parece chegar à África do Sul sem grandes mudanças respectivamente a 2008, o que pode por um lado é positivo pois há uma ideia de equipa e de plantel, se bem que pelo outro lado pode potenciar a acomodação de certos jogadores mais experientes.

Pontos fortes: Ribéry está a recuperar a chama que mostrou nos primeiros tempos na Alemanha, assim como Anelka, que parece viver uma nova juventude. A experiente defesa é das melhores do Mundial. Lloris oferece garantias na baliza que nem Barthez conseguiu dar aos franceses.
Pontos fracos: Domenech é o grande ponto fraco desta equipa. A sua teimosia e má-disposição constante (ou má educação, como se queira) não ajudam em nada esta selecção. Ainda que seja muito boa, falta na defesa um líder natural como Desailly ou Blanc. Benzema não teve a melhor das temporadas, mas é a opção natural para substituir Anelka ou Henry.

Camarões
Tal como na recente CAN não me parece que esta selecção chegue muito longe. Pode até jogar em casa e pode até ter nas suas fileiras dos melhores jogadores africanos da actualidade, contudo falta-lhe a continuidade necessária para se apresentar como candidato a uma fase avançada da competição. Nos momentos decisivos esta selecção costuma dar tudo por tudo, no entanto sofre de um terrível síndrome de superioridade face a adversários teoricamente mais fracos. Não me admirará nada se ganhar à Holanda e perder frente ao Japão ou Dinamarca.

Pontos fortes: Eto'o é dos melhores avançados do mundo e chegará com a moral em alta ao Mundial. Alex Song e o veteraníssimo Rigobert Song oferecem a esta selecção uma solidez que falta a outras selecções africanas. Paul Le Guen é uma real mais-valia para o combinado dos Camarões.
Pontos fracos: Os nomes não ganham jogos, mas é bem verdade que há muitos jogadores de escalões secundários nesta equipa, o que se traduz em ausência de opções reais para a equipa base. As faixas laterais desta selecção aparentam ser de muito fraco nível.


África do Sul
O país organizador deste Mundial deve a si mesmo uma boa participação na prova de forma a que o Mundial não caia no esquecimento colectivo, levando a que boa parte dos jogos decisivos se joguem em estádios vazios. Os jogos de preparação têm sido um cruel atestado de fraco nível futebolístico a esta selecção africana. Os bons jogadores no estrangeiro são poucos e o treinador caiu um bocado de pára-quedas. Espera-se no entanto que, tal como em 2002, o público e as arbitragens favoreçam a equipa organizadora. Pessoalmente acho que nem assim chegam muito longe.

Pontos fortes: o jogar em casa é o ponto mais forte desta equipa, o que não é definitivamente bom sinal. Mokoena, Piennar e McCarthy terão que estar em dia sim se a África do Sul quiser chegar no mínimo à 2ª fase. Parreira é, tal como Le Guen nos Camarões, uma mais-valia.
Pontos fracos: No geral, fraco nível do onze e péssimo nível dos suplentes. No particular falta experiência competitiva a cerca de dois terços do plantel.

Wednesday, May 19, 2010

O rídiculo

Maradona prosseguiu hoje o seu processo de suícidio desportivo ao anunciar a lista definitiva para o Mundial 2010. Se, efectivamente, são estes os representantes albicelestes no Mundial, Maradona comete assim vários e graves erros que dificilmente serão desculpados pelo povo que hoje, ainda ama o astro sul-americano.

A convocatória

Guarda-redes:
Andujar (Catania/ITA)
Sérgio Romero (AZ Alkmaar/HOL)
Diego Pozo (Colón)

Defesas:
Ariel Garce (Colón)
Clemente Rodriguez (Estudiantes)
Burdisso (Roma/IA)
Walter Samuel (Inter/ITA)
Otamendi (Vélez Sarsfield)
Demichelis (Bayern/ALE)
Heinze (Marselha/FRA)

Médios:
Mascherano (Liverpool/ING)
Jonas Gutierrez (Newcastle/ING)
Mario Bolatti (Fiorentina/ITA)
Juan Veron (Estudiantes)
Javier Pastore (Palermo/ITA)
Maxi Rodriguez (Liverpool/ING)
Di Maria (Benfica/POR);

Avançados:
Aguero (Atlético de Madrid/ESP)
Higuain (Real Madrid/Esp)
Messi (Barcelona/ESP)
Diego Milito (Inter/ITA)
Tevez (Manchester City/ING)
Martin Palermo (Boca Juniors).

Os erros

Vou deixar o pior para o fim. Por agora falarei apenas no que é bom, isto é, o ataque da Argentina. Já aqui neste blog tinha sido referido que a Argentina apresenta-se na África do Sul com um ataque de sonho, do qual fazem parte o melhor do Mundo (Messi), o futuro melhor do Mundo (Agüero), um dos avançados mais em forma do momento (Milito), o jogador que qualquer treinador - excepto Ferguson - gosta de ter na equipa (Tévez) e um dos grandes ídolos do Real Madrid (Higuaín). Poderia aqui figurar um dos melhores avançados europeus da actualidade (Lisandro) mas Maradona optou por um avançado em declínio de carreira mas do seu clube do coração (Palermo). Começa aqui um dos muitos erros cometidos por Maradona.

Na defesa a aposta é clara na veterania (Burdisso, Samuel, Heinze e Demichelis) o que torna ainda mais inexplicável a ausência de Zanetti, do qual mais a frente voltaremos a falar. Preenchem as vagas dois jogadores que disputam o campeonato argentino (Ariel Garce e Clemente Rodriguez), dos quais se espera que tenham problemas de adaptação aos tacticamente evoluídos jogadores europeus. Recuando um pouco mais, o guarda-redes titular será Romero ou Andujar, ambos jogadores de nível secundário, muito longe dos guarda-redes das selecções rivais que defendem os melhores clubes europeus (Júlio César, Casillas, Buffon ou Lloris).

Passamos agora ao pior: não convocar Cambiasso é quase um crime, mas deixar de fora Lucho Gonzalez é de quem não está a par do futebol actual. Percebo o fascínio de Maradona pelo Calcio, onde jogou e foi estrela, mas dificilmente se percebe como é possível deixar de fora um dos médios mais completos do futebol mundial e campeão em França, apostando ao invés num jogador que não se conseguiu afirmar em Portugal (Bollatti), num campeão da 2ª Liga Inglesa (Gutierrez) ou num velhote (Véron), que apesar de continuar a ser um grande líder, não tem certamente pernas para acompanhar os jovens talentos do Mundial. Até a aposta em Maxi Rodriguez é, no contexto de hoje, muito arriscada, pois saiu do Atlético para se afirmar em Liverpool, falhando claramente nessa mudança. Por fim, Zanetti seria, quanto a mim, um nome que devia figurar em qualquer equipa do planeta devido à continuidade e constância que leva na última década, mas estranhamente não faz parte da lista de Maradona.

Podíamos ainda incluir Aimar, Riquelme, César Delgado ou Zaraté na discussão mas tudo isso são opções que terão a sua explicação quando Maradona tenha que responder pelo fiasco que será a Argentina neste Mundial. Neste momento não dou nada por eles, mas já se sabe como é o futebol...

Sunday, May 16, 2010

Benfica - e depois do título?


O Benfica sagrou-se campeão nacional de futebol com inteiro mérito e justiça. Teve o melhor ataque e a melhor defesa da prova, um jogador seu venceu a Bola de Prata, foi o clube com mais vitórias e menos derrotas e o que praticou melhor futebol.
Se é verdade que a equipa encarnada se destacou pela regularidade e versatilidade dos seus jogadores, também não é menos verdade que alguns se destacaram dos demais.

David Luiz, para mim o jogador deste campeonato, foi a personificação do espírito da equipa em campo e quem mais levou para o relvado as ideias de Jorge Jesus: pressão, antecipação ao adversário, disputa dos lances até ao fim, sempre com o ataque nos olhos, alegria a jogar e, como diz o cântico, a "raça, querer e ambição". Di María foi o "fura-defesas" de serviço, com as suas arrancadas em velocidade e assistências mortíferas. Cardozo destacou-se pelos golos que o consagraram melhor goleador da liga, 19 anos depois de Rui Águas. Javi García e Ramires foram, embora de maneiras distintas, os pontos de equilíbrio da equipa. Aimar e Saviola trouxeram a classe que havia faltado em épocas passadas às equipas do Benfica. Fábio Coentrão revelou-se finalmente como jogador de um clube grande, numa notável adaptação a lateral-esquerdo. Foram estes os grandes esteios da equipa encarnada esta temporada, logo seguidos por um lote de quatro jogadores que, pela sua regularidade ou utilidade, deram o seu importante contributo: Luisão, como o sereno patrão da defesa mas capaz de dar o grito de revolta e de alerta à equipa (apenas ofuscado pela grande época de David Luiz); Rúben Amorim, pela sua regularidade exibicional e versatilidade; Carlos Martins, pela garra, capacidade de passe e remate que deu à equipa, nunca se coibindo de assumir as rédeas do jogo e empurrando a equipa para a frente; e Wéldon, por ter sido uma opção mais que válida para o ataque (sobretudo tendo em conta o valor da sua aquisição), chegando mesmo a ser decisivo na ponta final do campeonato.

Por outro lado, toda a gente o afirmou e tem de ser dito mais uma vez: o trabalho de Jorge Jesus foi o grande pilar deste Benfica campeão. Incutiu uma mentalidade atacante, que uma equipa como o Benfica num campeonato como o português só pode ter. Foi capaz de encontrar nuances tácticas que equilibraram a equipa a defender e lhe deram asas para atacar. Deu liberdade a David Luiz para subir no terreno com a bola controlada e criar assim desiquilibrios e linhas de passe que antes não existiam, deixando Luisão como elemento mais recuado e ficando sempre lá atrás, sendo que Javi García se movimentava para colmatar as subidas de David Luiz. "Transformou" com sucesso Fábio Coentrão em lateral-esquerdo, num jogador onde a qualidade já lá estava mas pedia a orientação de um treinador experiente, formando ala esquerda terrível com Angelito Di María, outro jogador que finalmente "explodiu" por virtude de JJ, dando-lhe mais sentido colectivo sem nunca perder a liberdade da acção individual, onde as características do jogador são excepcionais. Pôs (finalmente) a equipa a jogador para Cardozo e o goleador paraguaio correspondeu ao ser o melhor marcador da prova. Teve em Ramires elemento fundamental nas transições defesa-ataque-defesa da equipa, sendo o brasileiro capaz de ocupar as subidas de Maxi Pereira ou Amorim a defender ou sair para o ataque em velocidade. Pôs também a funcionar a dupla Aimar-Saviola, dando as rédeas da equipa ao nº 10 para gerir os ritmos de jogo e jogou com as características do "Conejo" para efectuar movimentações e triagulações a deixar jogadores na cara do golo.

Falta saber agora quem fica e quem sai, para JJ melhor planear a temporada 2010/11, o que provavelmente só acontecerá depois do Mundial da África do Sul. Di Maria e Cardozo são os prováveis candidatos à saída, não excluíndo nomes como David Luiz e Ramires ou mesmo Luisão, Saviola ou Aimar, jogadores que já tiveram propostas em carteira.
Prováveis saídas serão as de Jorge Ribeiro, Luís Filipe, Moreira, Mantorras e Shaffer, aos quais poderá estar associado o nome de Éder Luís e Weldon ou Nuno Gomes, sendo que o clube deverá equacionar os empréstimos de Fellipe Menezes, Miguel Vítor, Urreta e mesmo Roderick Miranda. A renovação de Quim é, para já, ainda uma incógnita.
Não esquecer que o clube tem assegurados os passes do avançado Jara, de Nicolas Gaitán e de Fábio Faria para a próxima época.

Dando uma última opinião a nível de reforços, estes estão dependentes, como é óbvio, da saída deste ou daquele jogador, ainda assim o Benfica deveria reforçar-se na baliza, isto apesar da renovação ou não de Quim, e procurar finalmente um guarda-redes de qualidade indiscutível para ser titular pela selecção do seu país e dar tranquilidade à equipa, sobretudo nas bolas paradas e nos cruzamentos para a área, situações onde se sabe que os "keepers" do clube e os portugueses em geral têm dificuldades. Júlio César é talvez a única garantia de permanência. Na lateral direita falta uma alternativa a Maxi (Patric foi emprestado e não se sabe ao certo o seu real valor) pois Rúben Amorim cumpre a posição sem qualquer problema mas ainda assim continua a ser uma adaptação. Na esquerda, de César Peixoto fica a ideia de ainda não ser uma opção sólida, apesar de ter qualidade mais que suficiente para tal, sendo que foi uma lacuna colmatada com a boa adaptação de Coentrão ao lugar. Luisão, David Luiz e Sidnei estarão garantidos para a próxima época, faltando saber qual dos jovens fica, se Miguel Vítor se Roderick. No meio-campo, Rúben Amorim, Ramires, Carlos Martins, Javi Garcia, Airton e Aimar deverão todos ficar, sendo que o Benfica se deveria reforçar para o "miolo", alguém que possa ser opção a Ramires, um médio todo-o-terreno, que possa libertar Carlos Martins para as funções de "10". Nas alas, eminente que está a saída de Di Maria (acautelada com a aquisição de Gaitán) falta alguém que possa fazer de extremo puro, sobretudo pela ala direita, quando as exigências do jogo assim o determinarem, situação que tem sido debelada pela classe de Ramires sobre a ala destra do meio-campo. Para o ataque, as coisas estão mais incertas, dependendo da saída de Cardozo e de nomes como Nuno Gomes, Mantorras, Éder Luis e Weldon. É provável que a sair Tacuara, a aposta seja feita no jovem Kardec para acompanhar Saviola, dado o tipo de jogador, não sendo de descartar a aquisição (para além de Jara) de um avançado capaz de ser goleador de serviço.

Veremos como JJ e LFV arquitectam a próxima época dos encarnados, quer em termos de colmatar eventuais saídas com jogadores de real categoria, quer em termos da continuação do modelo de jogo e da regularidade exibicional dos jogadores que se vão manter no plantel.

Friday, May 14, 2010

Os Viriatos

Parece que pegou a sugestão de Carlos Queirós para baptizar esta nova selecção. Nomes à parte, aqui fica também um comentário aos convocados para o Mundial de 2010.
Muito directamente, há jogadores que pura e simplesmente não têm categoria para estarem integrados na selecção portuguesa, casos de Rolando, Duda, Daniel Fernandes, Beto, Ricardo Costa e Zé Castro. Outros tiveram uma época tão medíocre que não deveriam ter sido chamados, como Raúl Meireles. Outros ainda são jogadores que em nada acrescentam à equipa, não sendo mais valias para momentos de aflição ou de tentativa de superar adversários, como Danny ou Pedro Mendes, apesar de já terem dado provas de poderem ser úteis num ou noutro encontro.
Assim sendo sobram Eduardo, Miguel, P. Ferreira, B. Alves, R. Carvalho, Pepe, F. Coentrão, Deco, M. Veloso, Tiago, Simão, C. Ronaldo, Nani, Liedson e Hugo Almeida. São 15 jogadores no total de 23 que pessoalmente incluiria nesta lista.
Chamaria assim outros jogadores que, ou por reconhecimento de uma boa época ou por aposta de futuro, deveriam ter sido incluídos.
Quim teve boa temporada a titular mas há muito que não entra nas contas de Queirós. Rui Patrício era o previsível eleito e surpreso ausente. Ambos têm muito mais qualidade do que Beto ou D. Fernandes, inquestionavelmente.
Na defesa incluiria as chamadas de Daniel Carriço ou Nunes. Nunes tem feito uma temporada brilhante de um Maiorca no 5º lugar e com a 4ª melhor defesa da liga espanhola. A chamada de Carriço seria uma aposta de futuro de um jovem com grande margem de progressão, que tem vindo a fazer exibições em crescendo e que muito poderia ganhar com uma presença nos grandes palcos e com o ambiente da turma das quinas.
No meio-campo continuo sem perceber a relutância dos seleccionadores (primeiro Scolari e agora Queirós) em apostar em João Moutinho. Raramente jogou como titular na Selecção e confere sempre uma consistência e regularidade a toda a prova, podendo funcionar como eventual alternativa a Deco na posição "10". Fez um campeonato abaixo do normal? Sim, mas também quem não o fez no Sporting esta época? Outro jogador capaz de emprestar regularidade exibicional e fazer várias posições é Rúben Amorim que, injustamente, ficou também de fora. Carlos Martins e Hugo Viana podiam, de facto e como referiu o António, dar mais criatividade a um meio-campo que me parece lento e pesado, ao mesmo tempo que poderiam tornar rapidamente um duplo pivot defensivo num meio-campo mais dinâmico e ofensivo.
No ataque as escolhas parecem-me acertadas, sendo que também não existem mais opções reais para qualquer dos lugares, ainda assim Makukula, pela boa temporada que efectuou, e Nuno Gomes, pela experiência e forma de jogar que sempre se adequou à selecção, poderiam ter sido chamados.
A minha lista final seria:

GR:
Eduardo, Quim, Rui Patrício
DEF:
Miguel, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Fábio Coentrão, Daniel Carriço, Pepe, Nunes
MED:
João Moutinho, Deco, Miguel Veloso, Tiago, Rúben Amorim, Carlos Martins
AVA:
Liedson, Cristiano Ronaldo, Simão, Nani, Hugo Almeida e Nuno Gomes

Monday, May 10, 2010

Comentário à lista de Portugal para o Mundial

Carlos Queiroz divulgou a lista de convocados para o Mundial da África do Sul, deixando claro que tirando uma ou outra excepção por lesão ou opção, a lista final não andará muito longe desta. Passemos então à análise por sectores:

Guarda-redes:
Eduardo, Beto, Daniel Fernandes

A grande ausência nesta posição é Quim que, não fazendo parte das opções de Queiroz já há muito tempo, acaba por não constituir grande surpresa. Essa sim, ficou reservada para a inclusão de Beto, que com uma boa ponta final de campeonato acabou por suplantar a irregularidade de Rui Patrício. Hilário, apesar de ter sido convocado em alguns jogos, não conseguiu a vaga. Concordo com a opção de Beto em detrimento de Rui Patrício, não concordo em absoluto com a chamada de Daniel Fernandes pois não tem projecção, experiência e carisma para a selecção neste momento. Quim merecia a chamada, mas com este seleccionador nunca teve grandes hipóteses.

Defesas:
Paulo Ferreira, Miguel, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Rolando, Ricardo Costa, Duda, Zé Castro, Fábio Coentrão

Um exagero de defesas na lista, devido à fraca forma física de Ricardo Carvalho, Rolando e Pepe, todos recuperados de recentes lesões. A chamada de Ricardo Costa acaba por ser um prémio para a sua regular temporada, ao passo que Zé Castro é escolhido por motivos que só Queiroz sabe, pois se Moutinho não foi convocado é devido à má temporada que fez, tal como aconteceu como Zé Castro, daí não fazer sentido por esse motivo. Se por outro lado, o motivo é a polivalência, Ruben Amorim seria sempre o nome a indicar. Nas laterais, nada de novo exceptuando a convocação de Coentrão que já tinha sido chamado recentemente.
Concordo com o núcleo duro de jogadores que realizaram a fase de qualificação, mas não concordo com a chamada de Zé Castro e de Ricardo Costa, pois existiam melhores opções: o já referido Amorim, além de Carriço ou Nunes. O central do Mallorca, mais do que todos, merecia ser chamado pela brilhante temporada que fez.

Médios:
Pepe, Pedro Mendes, Raul Meireles, Deco, Miguel Veloso, Tiago

Moutinho é o grande ausente da lista para o Mundial, provando que a sua má época pelo Sporting foi crucial nesta decisão. Nota-se nas escolhas que apenas Deco é um verdadeiro criativo, ao passo que Tiago é o que mais se aproxima dessa função, no entanto é um meio-campo muito pesado e defensivo que poderá trazer muitos problemas a Portugal na hora de criar perigo pelo centro do terreno. Concordo com a inclusão de Pedro Mendes pois trata-se de uma opção real para o meio-campo, ao contrário de Miguel Veloso que foi chamado para este sector mas deverá tornar-se numa última opção caso alguém do meio-campo ou da lateral esquerda se lesione. Pessoalmente chamaria Carlos Martins e/ou Hugo Viana para acrescentar criatividade ao meio-campo, em, detrimento de defesa central.

Avançados:
Simão, Cristiano Ronaldo, Nani, Danny, Liedson, Hugo Almeida

Sem surpresas no ataque, Liedson só deverá jogar com Hugo Almeida em desespero de causa. Nani e Simão ficarão encarregues das alas, ao passo que Ronaldo terá maior liberdade de movimentos. Danny surge como opção secundária para qualquer um dos lugares. Makukula, apesar da excelente campanha na Grécia, nunca foi opção para Queiroz. Ainda assim, concordo com todos os nomes para a frente de ataque.

Apostas para o Mundial 2010: as Incógnitas

Quais as selecções que tanto podem fazer um brilharete como decepcionar os seus adeptos logo no começo da prova?
Depois dos favoritos, seguem-se as incógnitas do Mundial 2010.

Argentina
Parte para a prova com a frente de ataque mais temível e completa do mundo, algo que era costume o Brasil apresentar. O melhor jogador do mundo é argentino, mas parece dar-se mal com a táctica do polémico Maradona. Qualificaram-se "à rasquinha", no entanto costumam ser adversário temível em provas a eliminar.

Pontos fortes: Messi, Tévez, Milito, Agüero ou Lisandro são dos melhores avançados da actualidade, poder escolher deste lote é uma verdadeira prenda. A Argentina até pode jogar mal, mas tem em Messi um elemento capaz de virar do avesso um jogo. Os médios de contenção Cambiasso, Gago e Lucho chegam ao Mundial num grande momento.

Pontos fracos: Pressão abismal sobre Maradona. Messi precisará de mostrar serviço se quer entrar na História. É talvez a defesa mais fraca que a Argentina apresentou nos últimos 20 anos. Falta de um guarda-redes de qualidade inquestionável.

Itália
Devido à facilidade do seu grupo inicial e ao bom cruzamento nos Oitavos, a Itália tem tudo para chegar tranquilamente aos Quartos. Se cair nessa fase significa que a squadra se calhasse num grupo mais difícil (como o de Portugal) logo ao começo dificilmente o passaria. Assim, não passar os Quartos será sempre uma decepção na minha opinião. Os italianos chegam ao Mundial sem grande acutilância, registando exibições negativas com medíocres, salvando-se sempre pelos resultados mínimos mas positivos.

Pontos fortes: Se o Inter for campeão europeu, a nação italiana - perturbada pela recente perda de influência no futebol europeu - chegará ao Mundial com fé em si mesmo. Lippi, apesar da teimosia das escolhas, é um fora-de-série no que respeita à construção de equipas e conquista de títulos. Apresenta-se com melhores avançados do que em 2006.

Pontos fracos: Muitos, a começar pela táctica defensiva sem os excelentes defesas de outrora (os de agora deixam muitos espaços e são lentos), continuando pelo fraco rejuvenescimento do plantel após a conquista do Mundial 2006, acabando na ausência de fantasistas capazes de tirar um coelho da cartola quando a situação se complica. A pressão de ser campeã em título também não ajuda.


Portugal

Qualificou-se com o credo na boca e chega ao Mundial com muitas dúvidas na defesa, ainda assim possui alas capazes de destruir por completo os modernos sistemas de losango e de duplo pivot defensivo. O esqueleto das equipas de Scolari mantém-se em Queiroz, contudo o português é mais aberto a novas experiências.

Pontos fortes: Cristiano Ronaldo, obviamente. O ex-melhor do mundo continua em grande forma e que provar neste Mundial - assim como Messi - que é capaz de fazer a diferença em qualquer que seja a competição. Bruno Alves, Pepe e R. Carvalho são defesas centrais muito difíceis de bater. Se passarem o grupo da morte chegarão com moral acrescida à fase seguinte.

Pontos fracos: O defesa esquerdo titular Duda costuma jogar a extremo no seu clube e Veloso (seu natural substituto) perde qualidade quando aí joga. Deco já não é o mágico que encantou Portugal. Falta de um ponta-de-lança letal, problema crónico desta selecção. Se falharem no primeiro jogo (Costa do Marfim), dificilmente têm capacidade para recuperar.


Outras apostas do Mundial 2010:
- Os Favoritos

Sem explicação

Como é possível que Totti, depois do cartão vermelho que recebeu na final da Taça de Itália, tenha jogado na jornada seguinte da Liga?

Soube-se hoje, depois de decorrida a jornada 37, na qual Totti jogou e marcou dois golos que possibilitaram o adiar da decisão do título para a última jornada, que o internacional italiano será suspenso por 4 jogos devido à agressão a Balotelli no jogo da final da Taça. No entanto Totti jogou a jornada seguinte, cumprindo assim castigo apenas no último jogo do campeonato e na próxima temporada.

Razão tem Mourinho quando afirma que a Liga Italiana tem que mudar muito se se quiser equiparar à Liga Espanhola, Inglesa e mesmo a da Alemanha. Depois da final da taça ter sido disputada na casa de uma das equipas, surge agora esta situação, mostrando que o Calcio precisa de mudar com urgência algumas das suas regras mais básicas. Mourinho já ajudou alertando para estas situações, falta agora que os dirigentes italianos o ouçam.

Saturday, May 01, 2010

Apostas para o Mundial 2010: os Favoritos

Seguindo o artigo do Pablo no seu blog "La Cola De Vaca", gostava igualmente de deixar claras as minhas ideias para o Mundial que aí se avizinha. Falarei de tudo um pouco até ao comçeo da prova, incluíndo selecções favoritas, jogadores que podem fazer a diferença, possíveis surpresas, decepções futuras e bombos da festa. Fica aqui então o primeiro artigo sobre os favoritos.


Espanha
É favorita porque é seguramente a selecção mais forte do momento a par do Brasil. Campeã europeia em título, a selecção espanhola conta com um meio campo fora de série, fulcral para a sua táctica de tiqui-taca e transições pensadas a cada passe. A defesa conhece-se bem e os seus avançados são do melhor que há.

Pontos fortes: meio-campo mágico, segundas opções de grande classe, seleccionador experiente.
Pontos fracos: defesa esquerdo, cansaço acumulado devido à luta fratricida entre Real e Barça pela Liga. Jogo dos Oitavos-de-Final promete ser um verdadeiro teste.


Brasil
Presente em todas as fases finais dos Mundiais, o Brasil é um crónico candidato a ser campeão mundial. Não possui hoje um avançado-centro da classe de Ronaldo ou Romário, mas tem em Dunga um treinador capaz de lidar com a pressão. Apresenta-se para este Mundial com opções defensivas mais sólidas que as ofensivas. A adaptação ao clima africano não será problema.

Pontos fortes: Júlio César é possivelmente o melhor guarda-redes da actualidade. Maicon promete ser um dos ases do Mundial. Segundas opções.
Pontos fracos: Kaká, Pato e Diego não tiveram uma boa época. Robinho e Adriano podem não aguentar a dureza da competição. Grupo que não deixa margem de erro.


Inglaterra
O caminho foi longo, mas desta vez a Inglaterra surge no Mundial como favorita à vitória. Capello foi a figura-chave no trajecto desta selecção, dando-lhe a confiança e as regras necessárias para que os jogadores ingleses funcionem como uma verdadeira equipa. A pressão dos media será uma vez mais insuportável, mas com Capello a situação afigura-se diferente.

Pontos fortes: Rooney. Opções ofensivas para todos os gostos (velocidade, altura, peso). Espírito de equipa como há muito não se via, graças a Capello. Bom sorteio.
Pontos fracos: Casos como o affaire Bridge-Terry são comuns nesta selecção. Não tem guarda-redes à altura do resto da selecção. As segundas opções defensivas são medíocres.

Wednesday, April 28, 2010

Um jogo especial: notas sobre a passagem do Inter à final da Champions

Mourinho. Não se pode dizer que tenha ganho o duelo a Guardiola, pois ganhou um jogo e perdeu outro, no entanto sai mais feliz pela passagem da sua equipa à final. Se a sua atitude já foi defensiva nos primeiros minutos de jogo, ficou ainda mais forte essa tese após a expulsão de Motta. O Inter apenas fez um remate (que nem foi à baliza) mas vai à final de Madrid. Os italianos fizeram uma exibição praticamente irrepreensível em termos defensivos e essa foi a chave-mestra que Mourinho usou e bem para esta eliminatória.

Barcelona. Não soube aproveitar da melhor formas as poucas (3) oportunidades flagrantes que gerou e esteve aí uma das explicações para a derrota na eliminatória. A equipa foi igual a si mesma, mas faltou-lhe maior liberdade nos movimentos de Messi e Xavi, os grandes construtores deste Barça. Guardiola também não foi muito feliz nas substituições, algo que tem acontecido mais vezes do que é costume nesta temporada.

Real Madrid. Afinal vamos ter algo mais para além da final no estádio do Real Madrid: Sneidjer contra Robben. A vingança de dois predestinados face ao seu anterior clube ou a espelho de uma planificação desportiva desastrosa por parte de Florentino Peréz e associados. Escolhe o leitor.

Sunday, April 25, 2010

Comentadores

Mais umas linhas sobre os ditos comentadores que pululam nas nossas televisões e que entram por nossas casas com "verdades absolutas" que me deixam, por vezes perplexo. Das duas uma, ou é suposto serem imparciais e analisarem crua e friamente os factos, jogos e resultados; ou então demonstram um inefável clubismo e "mau perder" que não conseguem, de modo algum, esconder nem disfarçar. Por aqui, no "Crónicas", nunca se escondeu o que quer que seja, pelo que a hipocrisia fica do lado de fora.
Desta feita ouvi João Gobern, da RTP N, falar sobre as últimas jornadas deste campeonato, dizendo que o Porto e o Sporting não estiveram no seu normal desempenho e que, com o Benfica da época passada, o Braga seria campeão. Ora, parece-me que há aqui "ses" a mais. Porque haveria lugar a inúmeras variantes da mesma "fórmula", onde se poderia concluir que Porto, Sporting e Benfica poderiam ter sido campeões também.
Da mesma maneira que, quando se falou sobre os campeões dos últimos anos, a prerrogativa era que o Porto havia sido sempre um justo campeão, por ser indiscutivelmente a melhor equipa, por jogar melhor, que teve um ano para esquecer em 2004/05, onde o Benfica foi "o menos mau" dos três grandes e só ganhou porque, mais uma vez, "Porto e Sporting fizeram uma época muito abaixo do normal". Ora, se Porto e Sporting estiveram abaixo do normal e fizeram uma época pouco mais do que sofrível, em nada o Benfica tem a ver com isso, porque foi, também, indiscutivelmente a melhor equipa e se observarmos do ponto de vista dos plantéis das três equipas, era aquela que menos alternativas tinha, logo a que menos hipóteses tinha de ganhar o campeonato e ainda assim ganhou-o, com todo o mérito. Este ano, com o Porto e o Sporting novamente abaixo do normal, se não fosse um grande Benfica, o Braga seria campeão e ponto final. Nada mais falso. O Benfica é líder sem discussão, pratica o melhor futebol, marca mais golos e, tudo indica, vai ser campeão.
A verdade dos factos é apenas uma: Braga, Porto e Sporting estão, respectivamente, a 6, 11 e 24 pontos do líder Benfica a 3 jornadas do fim.
O Braga está, de facto, a fazer um campeonato muito acima das expectativas, estando a lutar pelo título até ao fim, como nunca esteve na sua história, portanto há que dar mérito à sua estrutura, jogadores e equipa técnica. Por outro lado, Porto e Sporting só se podem queixar de si próprios, dos seus dirigentes, técnicos e jogadores, que demostraram incoerência, má gestão e irregularidade ao longo desta época.
E estando no campo dos "ses" também eu levanto um: se o Braga não estivesse a fazer o melhor campeonato da sua história, o Benfica já tinha sido campeão há muito tempo.

Saturday, April 24, 2010

Manchester United 3 - 1 Tottenham: As chaves da partida

Intensidade. O United soube reagir da melhor forma às adversidades que o seu adversário lhe impôs. Quando empatado a zero, o United surgiu na segunda parte com outra acutilância ofensiva que não mostrara na segunda parte. Essa dinâmica foi aumentando conforme o jogo ia decorrendo e consumou-se em golo, através de um penalti incontestável marcado por Giggs. Se até aí o Tottenham nada tinha demonstrado, transformou-se com as substituições operadas por Redknapp numa equipa totalmente diferente, com uma grande intensidade que apanhou de surpresa um Manchester que aparentava ter tudo controlado. Nada mais errado, pois o empate surgiu de cabeça e através de um canto, apanhando o United numa falha de concentração defensiva, quando o Tottenham encostava às cordas o seu adversário, muito por culpa do avanço no terreno de Modric e Bale, assim como da entrada em campo de Lennon. Curiosamente, a equipa perdeu fulgor com a entrada de Crouch, pois tornou-se incapaz de fazer a bola chegar à área adversária pelo pé, apostando no jogo áereo que com maiores ou menores dificuldades o United soube suprir.

Nani. O português foi hoje decisivo e logo quando Ferguson lhe pediu a responsabilidade na ausência de Rooney. Fez o golo do 2-1, num chapéu superiormente executado e sofreu o penalti para o terceiro. Aliás, toda a jogada do seu golo foi uma demonstração de como Nani é hoje um jogador maduro na interpretação do jogo. Abriu espaço com passe para a ala, movimentou-se para diante, arrastou um defesa consigo, abriu espaço para a desmarcação, ganhou em velocidade ao defesa que o cobria, tocou com o pé esquerdo para ficar só frente ao guarda-redes e rematou em arco com o pé direito, por cima do guarda-redes. Um dos mais geniais golos da carreira do português!

Macheda. Hoje em dia o futebol é cada vez mais um jogo de 14 contra 14, tal a importância que as substituições têm nos dias que correm. Macheda esteve no golo de Nani e acrescentou peso e altura a um meio-campo que perdeu o seu equilíbrio com as já aqui referidas substituições operadas por Redknapp. Carrick também foi fundamental nesse balanço, assim como o recuo de Giggs para o meio-campo. Ferguson soube, uma vez mais, interpretar da melhor forma o jogo levando a melhor sobre o Redknapp, que valha a verdade, também soube pôr em sentido o United e que, se tivesse tido a sorte de um ou outro lance melhor construído e finalizado, poderia ter saído com pontos de Old Trafford.

Tuesday, April 20, 2010

Inter 3 - 1 Barcelona: As Chaves da Partida

Concentração. Num jogo sempre muito nervoso, o Inter foi quem menos de desconcentrou, talvez fruto de jogar em casa. Embora os últimos 15 minutos tenham sido um autêntico suplício para os italianos, o Barcelona não conseguiu traduzir nesse tempo o seu domínio em golos. Por outro lado, a maneira como o Barcelona entrou para o segundo tempo foi completamente incompreensível, tal a facilidade com que o Inter chegava à baliza de Valdés. Foi assim que, sem surpresa, a equipa de Mourinho acabou por cavar um vantagem de 2 golos, que, pese o domínio final do Barcelona, acaba por ser uma grande mais-valia para o jogo de Camp Nou.

Messi. Não passou completamente ao lado do jogo, pois conseguiu criar perigo em um bom remate para defesa Júlio César e fez algumas tabelinhas com Daniel Alves que por pouca eficácia do ataque, por mérito da defesa interista ou por manifesto azar, não resultaram em golo. De Messi espera-se sempre que resolva, mas hoje a sua luz foi apagada pela defesa do Inter no geral e por Zanetti em particular.

Maicon. No duelo particular com Daniel Alves, Maicon mostrou porque é ele o titular da selecção brasileira. Marcou o 2-1 e foi sempre um perigo tanto nas suas incursões pela linha como nas diagonais. Sozinho foi capaz de fazer de Messi e de Daniel Alves. A sua saída forçada de jogo acabou por desestabilizar o Inter.

Saturday, April 17, 2010

Manchester City 0 -1 Manchester United: As chaves da partida

Veterania. Num post recente critiquei o facto dos "velhos" da equipa do United não terem a capacidade de decisão de outrora, acabando até por não acompanhar os mais jovens e frescos adversários. Pois bem, retiro o que disse. No jogo de hoje, Van der Sar foi, no alto dos seus quase 40 anos, um dos melhores em campo, com defesas decisivas no primeiro tempo. Giggs já não tem o pique necessário para bater os adversários em velocidade, mas foi hoje um jogador cerebral no meio-campo dos red devils. Por fim, o mais importante: Scholes. Dele foi o golo da vitória, no último minuto num espectacular cabeceamento sem hipótese para Shay Given. Hoje já não corre como um louco por todo o campo, mas compensa essa lacuna com uma excelente colocação em campo, que lhe permite fazer o que fazia antes (passes precisos e chegada à área) com menos corrida. Não é um box-to-box típico dos tempos modernos, mas sim um jogador genial no posicionamento a meio-campo, que sobe e desce nos momentos certos.

Crença. Só uma equipa que acredita muito em si própria é capaz de ganhar um dérbi na casa do adversário no último minuto. Talvez tenha sido uma derrota demasiado dura para o City, pois também procurou até ao fim o golo da vitória, mas notou-se sempre que a acutilância do United era mais perigosa e raçuda que a do adversário. A explicação pode estar no confronto entre a escola inglesa e a italiana, nos valores da casa ou simplesmente pelo United ter um objectivo maior entre mãos. Seja como for, o United é uma equipa que dá gosto de seguir.

Ferguson. No jogo das substituições, o escocês levou a melhor sobre o Mancini. Não que o italiano tenha errado em tudo, antes pelo contrário, pois Wright-Philips e Vieira entraram muito bem no jogo (um criou muito problemas pela ala direita e outro conseguiu estancar o meio-campo do City), o problema é que as alterações operadas por Ferguson resultaram na vitória, pois Berbatov arrastou consigo os defesas no golo, Obertan esteve na jogada e Nani criou outra dinâmica ofensiva à equipa. Por isso é que, mesmo que a concorrência seja muito forte, Ferguson está sempre no topo.

Thursday, April 15, 2010

Mínimos de Qualificação

O Atlético de Madrid ganhou apenas 1 jogo nas competições europeias desde que entrou para a fase de Grupos da Liga dos Campeões. Ainda assim está nas meias-finais da Liga Europa. A vitória foi contra o Galatasaray por 2-1 na Turquia, a 25 de Fevereiro de 2010. De resto são 8 empates e 3 derrotas. São 18 pontos no Ranking da UEFA, ainda a 2 de, por exemplo, o Olympiakos que saiu de prova nos Oitavos da Champions.

Wednesday, April 14, 2010

Alguns Destaques de Meio da Semana

Benfica 2 - 0 Sporting
Jogo a meio da semana para completar a 26º jornada da Liga e que terminou com uma vitória clara do Benfica por 2-0. O Sporting nunca entrou no jogo, ao passo que o Benfica veio melhor na segunda parte, acabando por ganhar com inteira justiça. Se o Benfica tem este ano equipa para ganhar o campeonato e que, com alguns acréscimos importantes no próximo ano poderá ser um caso sério na Champions, já no Sporting fica claro que é necessária uma remodelação na defesa, com a aquisição de jogadores seguros nos cruzamentos e tacticamente mais cumpridores. De toda a defesa, apenas Carriço ( e Veloso quando aí joga) está ao nível do que se pede numa equipa como o Sporting.

Twente 0 - 2 Ajax:
Após o massacre de fim de semana ao Venlo (7-0), o Ajax não perdeu a corda e ganhou no campo do principal rival pelo título holandês, ficando agora a 1 ponto destes e situando-se a apenas 2 golos da marca centenária de golos marcados para o campeonato. Luis Suárez, que poderá ser uma boa surpresa no Mundial, contabiliza 32 dos 98 golos da turma de Amesterdão, quase um terço de um ataque voraz e insaciável.

Atlético de Madrid 1 - 2 Xerez
Grande resultado do Xerez que, numa segunda volta fantástica, está agora a 6 pontos do Málaga, primeira equipa acima da linha de descida. Se é verdade que a missão é muito complicada, também não é menos verdade que se o Xerez é capaz de ganhar em casa do Atlético de Madrid, será também possível ficarem para mais um ano na principal liga de Espanha. Quanto ao Atlético, ofereceu nesta noite de novo a sua pior versão. Como se lamenta o Sporting e o Valência de não lhes ter calhado em sorte este Atlético numa destas noites.

Wednesday, April 07, 2010

Manchester United 3 - 2 Bayern Munique: As chaves da passagem dos bávaros às Semi-Finais da Champions

Perseverança. O Bayern demonstrou num terreno muito adverso uma resistência fora do comum, estando em clara desvantagem e mesmo assim não alterando a sua forma de jogar. Se é verdade que a expulsão de Rafael ajudou o Bayern a soltar-se, não é menos verdade que a equipa alemã acreditou sempre que podia alterar o rumo dos acontecimentos.

Concentração. Os alemães entraram muito mal no jogo, mas pouco a pouco conseguiram estabelecer um padrão na sua forma de jogar, o qual seguiram até ao final do encontro, sempre em clara melhoria. Comparar os dez minutos iniciais com os últimos dez é fazer uma comparação entre a noite e o dia.

Finalização. Não tiveram muitas oportunidades os comandados por Van Gaal, contudo aproveitaram a melhor forma todas as situações claras que dispuseram. O golo de Olic é de uma perseverança enorme e acima de tudo, de uma frieza sobrenatural.

Robben. Com ele este Bayern é outra história. Inacreditável como o Real Madrid o deixou escapar (a par de Sneidjer) das suas fileiras. Pertence a um lote muito restrito de jogadores capazes de mudar o curso dos jogos. Hoje fez uma exibição majestosa, coroada com um golo espectacular, só ao alcance dos predestinados. Saiu após esse golo, mas deu a impressão de que, com ele em campo, o Bayern podia até ganhar o jogo.

Sunday, April 04, 2010

As decisões

Talvez seja a altura de todas as decisões. Últimas jornadas nos campeonatos domésticos, só as melhores equipas lutam pelas competições europeias, os jogadores estão mais desgastados e têm ainda vários jogos decisivos pela frente. Mas dita o consenso que é a altura de todas as emoções.
Passando um olhar pelos principais campeonatos europeus, fica a ideia de cada vez mais estarem equilibrados, com as equipas dos lugares cimeiros separadas por poucos pontos.



Comecemos pela França, cujo "Championnat" é um exemplo disso. Os seis primeiros estão separados por apenas 3 pontos, sendo que o Bordéus e o Marselha têm menos 2 jogos. Tem estado equilibrado com o Lyon menos em forma do que em anos passados e um ror de equipas entre as quais o Montpellier, o Auxerre e o Lille.

Sensação: Montpellier - Jogando num compacto 4x2x3x1 a equipa de Girard tem feito um campeonato notável para quem tem estado arredado há muito da luta pelo título. Tem no avançado Montaño, com 10 golos, a sua maior arma.



Em Inglaterra o campeonato resume-se agora numa luta a três entre Chelsea, Man Utd e Arsenal, com 74 pts, 73 pts e 71 pts respectivamente, sendo os red devils têm mais um jogo e faltam apenas 5 jornadas para o fim da competição. A irregularidade do City afastou os citizens definitivamente da luta pelo título, tendo 4 e 6 pts à maoir sobre Tottenham e Liverpool na discussão pelo último lugar de acesso à Champions.

Sensação: Fulham - situando-se num confortável 12º lugar, a 11 pts da linha de água, é quase garantida a permanência do Fulham na Premier League, isto para um clube com um dos orçamentos mais modestos do principal escalão e quase condenado à partida para esta época. Além da superação interna, os cottagers fizeram ainda um brilharete na Liga Europa ao eliminar a Juventus por esclarecedores 4-1 em Craven Cottage. Roy Hodgson comanda um tradicional 4x4x42, onde se juntam alguns experientes jogadores destas andanças, formando um grupo sólido e fiável: o GR Schwarzer, os defesas Konchesky, Hangeland e Shorey, os médios Danny Murphy, Zoltan Gera e Simon Davies, os avançados Andy Johnson e Bobby Zamora, tendo em Damien Duff e Clint Dempsey os principais jogadores.



Na Serie A, o empate do Inter de Mourinho abriu as portas da liderança à Roma de Ranieri, numa espécie de luta entre "inimigos figadais" que são os técnicos de ambas as equipas, num conflito que já vem dos tempos de inglaterra. Há que dar mérito aos romanos, que souberam aproveitar a boa forma de Vucinic, Méxés e companhia, liderados por De Rossi, mesmo com a ausência do capitano Totti e com as saídas de jogadores como Aquilani. A 5 jornadas do fim, 1 ponto separa ambas as squadras com o Milan a 3 pts dos interistas. Destaque ainda para a grande época de Sneijder ao serviço do Inter.

Sensação: Palermo/Sampdoria - Miccoli e companhia estão a fazer um grande campeonato, não podendo lutar pelo título mas nunca desarmando na luta pelos lugares de acesso à Europa, estando agora em condições de disputar o 4º lugar, que dá acesso à Champions. Com os mesmos pontos está a Sampdoria de Del Neri, umaequipa cujo jogo seduz, muito por culpa da terrível dupla Pazzini-Cassano, com 14 e 7 golos respectivamente e muito trabalho a abrir as defesas contrárias. Com os "carregadores de piano" Palombo e Tissone no meio-campo, Semioli nos flancos e Zauri, Rossi e Ziegler na defesa, o "11" fica equilibrado em todos os sectores, sendo que no ataque tem aquela ponta de genialidade, entrega e instinto de Cassano e Pazzini.



Em Espanha, o Barça continua a ditar leis, com o seu futebol inigualável feito da magia dos seus intervenientes: Xavi, Iniesta, Ibrahimovic, Pedro, Henry e, claro, Lionel Messi. O argentino tem estado simplesmente imparável e a todos encanta com o seu génio. O duelo com o Real terá sido o último passo na caminhada para o título, que já não deve fugir aos "culés". Os madrilenos, mesmo com Higuaín e Ronaldo em forma, não tem conseguido dar a réplica mais forte, tendo em Káká um elemento algo intermitente devido aos problemas musculares, em Benzema uma decepção e em Pepe a falta de segurança defensiva.

Sensação - Mallorca - Grande prestação dos comandados de Manzano estão em 4º lugar a 7 pts do Valencia e com um de vantagem sobre o Sevilha. Mais uma equipa muito compacta com jogadores já muito rodados no pricipal escalão do futebol espanhol, como o keeper Aouate, Josemi, Gonzalo Colsa, Aduriz, Borja Valero, Marti, Suarez, Ivan Ramis e onde o português Nunes também tem tido papel de destaque como esteio da defesa maiorquina.

Saturday, April 03, 2010

Manchester United 1 - 2 Chelsea: As Chaves da Partida

Naquele que muitos consideraram o jogo do título da Premier League, o Chelsea impôs-se ao United em Old Trafford, naquela que foi uma exibição defensiva quase perfeita dos comandados por Carlo Ancelotti.

Essa mesma disposição defensiva do Chelsea foi sem dúvida um dos factores decisivos da partida, pois se Terry e Alex secaram por completo Berbatov, já Paulo Ferreira limpou (quase) todas as investidas de Evra e Giggs e mais tarde, de Nani, ao passo que Zhirkov mostrou uma disponibilidade física fora do vulgar, obrigando Park e Valencia a procurarem espaços mais centrais para atacar.

Por outro lado, as fracas exibições de Giggs, Scholes e Berbatov foram contributo decisivo na fraca performance ofensiva do United, ainda que Deco, Mikel e Lampard tenham cumprido a missão defensiva de forma brilhante, numa lição de como defender perfeitamente à zona.

As substituições tiveram um papel fulcral. Nani e Macheda foram alterações que resultaram muito bem, estando estes no golo do United que conseguiu pelo menos aquecer a manobra ofensiva da equipa da casa. A substituição de Drogba pelo lugar de Anelka foi contudo decisiva, devido à obtenção do golo por parte do costamarfinense (em fora-de-jogo).

No fundo, Ancelotti ganhou esta batalha a Ferguson, demonstrando uma vez mais que o italiano é excelente na preparação dos grandes jogos, embora peque imenso na abordagem perante jogos teoricamente mais fáceis. Já Ferguson não viu a aposta na veterania mal sucedida, que ainda ficou mais vincada após a nova alma trazida por Nani e Macheda.

Thursday, April 01, 2010

Benfica 2 - 1 Liverpool

(foto: Antonio Cotrim/Lusa)

Jogo emocionante desde o primeiro até ao último minuto, corroborando as palavras de Jesus de que esta eliminatória seria uma final antecipada. O Liverpool começou melhor o jogo, aproveitando alguma desconcentração encarnada para inaugurar o marcador e resfriar o ânimo dos adeptos encarnados que encheram a Luz. O golo foi do central Agger, num belo remate de calcanhar após canto curto da esquerda. Muito mal a defesa do Benfica nesse lance, no que se espera, seja um abrir de olhos para o jogo de Anfield Road.

O Benfica no entanto, reagiu da melhor forma, com Cardozo (em noite de altos e baixos) a falhar o golo de baliza escancarada após falha da defesa do Liverpool. A primeira parte prosseguiu com a equipa da casa apostando numa atitude ofensiva face a um Liverpool que após o golo fechou-se na defesa tentando sempre que podia o contra-ataque através das movimentações de Babel, Kuyt e Torres. Aos 30 minutos, o Liverpool ficou reduzido a 10 unidades, numa infantilidade de Babel que reagiu às provocações verbais de Luisão da pior maneira. A partir daí e até ao fim da primeira parte, deixou então de existir contra-ataque do Liverpool, que bombeava agora bolas para Torres e Kuyt. Foi numa dessas bolas que o Liverpool chegou ao segundo golo pelo holandês, no entanto anulado por fora-de-jogo. Final então da primeira parte, esperando-se para a segunda um Benfica mais dinâmico e atrevido.

Assim começou a segunda parte e desde cedo o Benfica encostou o Liverpool à sua área, com cruzamentos dos flancos para Cardozo que falhava boas situações de forma consecutiva. Aos 59 minutos, penalti claro para o Benfica (entre outro anterior que o árbitro optou por não assinalar) após falta descarada de Insua. Cardozo estabeleceu então o empate, no entanto ficou por expulsar o jogador argentino do Liverpool. Restabelecida a igualdade, o Benfica não tirou o pé do acelerador e Jorge Jesus pôs em campo Nuno Gomes ao lado de Cardozo de forma a chegar à vitória. Numa das muitas incursões de Di Maria pelo ataque aconteceu um novo penalti para o Benfica, após mão de Agger a cruzamento de Di Maria. Chamado à conversão, Cardozo voltou a não falhar e estabeleceu o resultado em 2-1, com o qual se chegou ao fim da partida.

Resultado justo para a única equipa que assumiu as despesas atacantes do jogo, assim como a a única equipa que quis dar espectáculo. Poderá não ser o melhor resultado para a segunda mão, mas é uma vantagem que o Benfica não deve desperdiçar em Inglaterra. Não contará com Luisão para esse jogo e estará perante um ambiente infernal, ainda assim este Benfica tem todas as condições para seguir em frente na prova.

Melhor em campo: Aimar - Levou a equipa sempre para a frente e criou diversos espaços para o avanço dos colegas pelos flancos. Uma exibição esforçada e talentosa.
Árbitro: Perdoou a expulsão a Insua e exagerou no vermelho a Babel. Não viu um outro penalti por mão de Agger e tinha um critério estranho. Nota negativa.