Depois da goleada imposta pela Académica ao Benfica em pleno Estádio da Luz, impõe-se proceder a uma análise de tal feito. Vamos por partes:

Isto é o futebol, que ainda assim é o mais fácil de compreender. O que é difícil de compreender, é exactamente o universo benfiquista.
- Qual deve ser o papel do presidente?
- Deve ser de dirigismo ou de comunicação? Económico ou social?
- Como é possível que o treinador confesse que a saída de um jogador (Simão) seria um pesadelo e esse mesmo acabar por ser transferido?
- Porque se despede um treinador à 2ª jornada?
- Porque se compram extremos para não jogar (Adu e Coentrão) e esquecem-se de ir buscar laterais?
- Qual o impacto das palavras e actos dos adeptos no rumo do Benfica?
São demasiadas questões, que quando colocadas ao presidente, são refutadas através da dialéctica "o Benfica está a ser perseguido."
O Benfica, para a sua própria saúde, tem que ser ouvido. O Benfica é feito pelos seus sócios e simpatizantes e não pelos negócios dos empresários. Não se admite que o Benfica, enquanto grande representante do futebol português, tenha uma equipa júnior onde os jovens portugueses são escorraçados. O Benfica é neste momento um espelho dos clubes belgas, que foram totalmente consumidos pela lógica do jogador-mercadoria.
Não há outro prisma para análise do Benfica que não seja o das respostas para as questões dos seus adeptos. Sem elas, o Benfica continuará mergulhado na ilusão. Resta saber se como um Prometeu que roubou o fogo aos deuses (ou os sonhos aos adeptos) ou como um Tântalo que tudo quer e nada alcança.
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