Friday, February 15, 2008
Parabéns Crónicas da Bola!
Benfica - Nuremberga (1-0)
Ontem tive a oportunidade de ver o Benfica-Nuremberga e cada vez mais fico com a impressão que o Benfica é uma autêntica metáfora governamental, onde há claramente uma grande massa crítica nos associados e outros que apoiam incondicionalmente as decisões da SAD. Penso que a massa crítica sejam os simpatizantes que conseguiram por fim juntar um dinheirinho para ir ao estádio e que depressa se sentem desiludidos pelo fraco fio de jogo da equipa e pela pouco espectáculo oferecido, sabendo que tão depressa não poderão voltar ao estádio por força das dificuldades económicas. Por outro lado, os que apoiam incondicionalmente a SAD e as suas decisões serão porventura os sócios, aqueles que viram o Benfica no fundo ainda há pouco tempo e que deram a quase unanimidade dos votos na direcção de Luis Filipe Vieira no último processo eleitoral, na esperança que as suas decisões levem finalmente o Benfica para os lugares de destaque europeu.Entrando na análise do jogo, o Benfica jogou mal e obteve um golo caído do céu, pois a pressão que infligia no adversário era quase nula. O mérito do golo, disseram os comentadores da RTP, é de Rui Costa por ter aberto espaço e de Makukula por ter rematado. Da minha parte, continuo a crer que o mérito - ou falta dele - é claramente de Blazek, que deu um autêntico frango. É verdade que a bola ia com força, mas isso não é desculpa, pois a bola passou-lhe entre o braço e perna.
O golo aconteceu no fim da primeira parte e quando pensava que o mesmo ia tranquilizar o Benfica, passa o Nuremberga a atacar cada vez mais, respondendo o Benfica com "contra-a-tanques" © conduzidos por Makukula e Cardozo (quando ainda estava em campo). Claro que o contra-ataque, que se quer rápido e com passes longos, estando nos pés de dois tanques, só pode estar condenado ao insucesso. Tal aconteceu muitas vezes, grande parte delas nos últimos quinze minutos, quando o Nuremberga já havia partido o jogo. Estranhamente, o Benfica foi na cantiga dos alemães e deu por si sem meio-campo, oferecendo a Petit um desgaste exagerado e que por pouco não resultou na sua expulsão, visto que era ele que tinha de fazer pressão à saída de bola dos alemães.
Acabou então o Benfica por ser feliz, mas viu-se que em termos tácticos, Camacho não tomou as melhores decisões, o que já vai sendo apanágio do espanhol. Contudo diga-se que as substituições foram bem feitas: um dos avançados teria que sair mais cedo ou mais tarde devido à pressão que o Nuremberga estava a exercer e David Luiz não poderia entrar directamente para um sector nevrálgico como o centro da defesa, passando Katsouranis para a frente deste. Como Freitas Lobo disse e bem, seriam duas substituições em vez de uma.
1-0 em casa é bom resultado, mas o Benfica que não se fie na virgem, pois mesmo marcando fora, dá-me a impressão que o objectivo do Nuremberga é jogar o jogo pelo jogo, não se importando de abrir cá trás desde que marque lá na frente. Por isso, cuidado Benfica.
Thursday, February 14, 2008
Grandes jogadores adversários III
Pelo Benfica, Preud'Homme actuou durante 5 temporadas, entre 1994 e 1999, efectuando perto de duas centenas de jogos pelo clube. Tal como Poborsky, Preud'Homme também foi muito afectado em termos de palmarés por actuar num clube que então vivia a sua pior crise. Prova inequívoca disso é que, em meia década ao serviço de um clube habituado a tantas conquistas, o belga tenha ganho apenas uma taça de Portugal em 1996. Apesar de todo o contexto negativo, Preud'Homme (ou Saint-Michel, como os seus adeptos o alcunharam) sempre foi dos que deu a cara e nunca fugiu à luta. Para se compreender melhor qual o impacto do belga na Luz, dizia-se na época de crise que "o Benfica era João Pinto a marcar lá na frente e Preud'Homme a salvar tudo cá atrás", numa clara alusão ao valor dos dois jogadores e igualmente à fraca valia do restante plantel.Internacional pela Bélgica por 58 ocasiões, campeão belga pelo Standard Liége (o seu outro grande amor) por 2 ocasiões, vencedor da Taça das Taças e Supertaça Europeia em 88 ao serviço do KV Mechelen, prémio Lev Yashin para o melhor guarda-redes do Mundial 94, primeiro guarda-redes estrangeiro a actuar pelo Benfica e sempre número 1 em todos os clubes por onde passou, Michel Preud'Homme é aquilo que todo o guarda-redes quer ser: bem sucedido ao nível de clubes e selecção e aplaudido por todos os clubes onde passou. Foi igualmente num aplauso de 80 mil pessoas que acabou a sua carreira de jogador, quando foi substítuido por Enke num particular entre o Benfica e o Bayern Munique em 1999.
O Fenómeno por terra
Sporting - FC Basel (2-0)

O Basileia estava em grande forma e o Sporting continuava (e continua) algo irregular sem demonstrar a qualidade dos reforços consistemente (com uma ou outra excepção) e mesmo dos seus jogadores que teimam a acumular más exibições com alguns rasgos de inspiração raros de tempos a tempos.. (exemplo de Miguel Veloso em clara baixa de forma).
O Sporting partia para este jogo com alguma dúvidas relativamente ao 11 inicial uma vez que haviam jogadores em recuperação, caso de Vukcevic ou Izmailov, mas ambos recuperaram a tempo de integrar a equipa, apresentando-se também Grimi na lateral esquerda.
Por outro lado o Basileia encontrava-se bastante desfalcado, pois não contava com alguns dos seus melhores jogadores, caso dos laterais Zanni (direito) e Nakata (esquerdo), tal como o médio Scott Chipperfield e o melhor avançado Marco Streller (ex-Estugarda).
De qualquer modo apresentavam-se confiantes depois da vitória por 3-0 para o campeonato sobre o Neuchatel Xamax, seguindo na liderança do campeonato suiço com 6 pontos de vantagem para o Old Boys.
Quanto ao jogo em si, viu-se claramente um 4-2-3-1 por parte dos helvéticos, com Eduardo como falso nº10, Carlitos a arrancar em velocidade e dribles pela direita e Degen pelo lado esquerdo em apoio ao avançado Derdiyok.
A primeira parte começou com um domínio maior do Basileia, impondo o seu poderio físico e conseguindo maior posse de bola..
Aos 4 minutos assustou ainda a baliza do Sporting, quando Ergic cabeceou ao lado. Os minutos seguiram-se onde o FC Basel foi ganhando alguns cantos, mas poucos minutos passaram até que na primeira jogada de grande perigo do sporting houve golo!
Malik Ba foi um perfeito passador no flanco direito e Grimi e Izmailov aproveitavam para com a ajuda de Romagnoli explorarem por diversas vezes aquele flanco e logo na primeira jogada Vukcevic aproveita um passe de Romagnoli e rematando com o "pé que estava mais à mão" , o direito, e aproveitando o desvio com o braço de Marque, engana Costanzo e abre o marcador em Alvalade.
O Sporting moralizou e começou a deter mais a bola continuando a imprimir bastante velocidade no passe e nas transições e a capacidade técnica da equipa veio ao de cima, perante um Basileia que parecia não ter argumentos para os seus adversários.
O flanco esquerdo foi massacrado, João Moutinho estava em todo o lado e Miguel Veloso compensava as subidas de Grimi por onde Carlitos tentava escapar sem sucesso.
Degen estava quase fora de jogo e o Basel via-se com grande dificuldades de inventar jogadas de perigo, mesmo assim Rui Patrício ainda fez uma boa defesa a um pontapé de bicicleta inventado por Eduardo aos 11 minutos. Até ao final da primeira parte continuou a vaga sportinguista, onde o Basel apenas se mostrava em contra ataques maioritariamente lançados pelo flanco direito mas sem grandes consequências de maior.
Costanzo mostrou bastante qualidade, evitando alguns mal piores para o FC Basel (boa defesa a remate de Vukcevic aos 26 minutos), sempre com grande segurança, vendo aos 41 minutos por pouco Ba marcar um auto-golo após corte a Liedson.
Mas com algum azar pouco depois saiu lesionado, devido a um embate com Tonel, onde caiu desamparado, entrando para o seu lugar Crayton.
A segunda parte viria apenas confirmar o domínio leonino. O Basileia continuava pouco inventivo apostando em bolas longas, pois não conseguia libertar-se da pressão imposta pelo meio campo sportinguista, perdendo bolas com alguma facilidade.
Abel começou também a subir mais na sua ala e começou a aparecer mais vezes no jogo.
Aos 56 minutos primeiro aviso, bom remate de Romagnoli e defesa no limite de Crayton..e logo na jogada seguinte Polga completamente liberto de marcação, após o canto, remata para as nuvens.
Breves minutos depois (59m) boa incursão pelo flanco direito, Moutinho pica a bola para Vukcevic que olha para a baliza e dispara uma verdadeira bomba ao ângulo das redes da baliza de Creyton, que não teve quaisquer hipóteses de defesa.

Sucederam-se algumas oportunidades com Creyton a defender quase sempre no limite, como foi o caso da bola ao poste de Liedson uns minutos depois.
Quando faltavam cerca de 20 minutos para o final da partida Vukcevic, decide tentar uma acrobacia algo arriscada (fruto do seu feitio "eu vou a todas", " onde está a bola" e quem sabe "eu sou um grande doido") e cai desamparado deslocando o ombro. Teve de sair e provavelmente não estará apto para o derby (pronto digam lá que queriam ouvir isto senhores benfiquistas lol).
Pereirinha e Tiuí entraram assim para os lugares de Vukcevic e Izmailov mas não iriam mudar muito ao jogo, apesar de alguns bons pormenores de parte a parte.
Assim ficou um pensamento na cabeça de muitos adeptos que a eliminatória podia já ter sido fechada neste jogo pois a superioridade leonina foi evidente, mas no final de contas a vitória é que interessa e venha o próximo ;)
By the way boa sorte ao Benfica hoje, uma vez que o pobre Braga não acerta nos penalties e leva 0 3-0 de pénalti para cúmulo dos cúmulos, ficando já com 2 pés de fora da Uefa..
Monday, February 11, 2008
Duelo em Manchester
Ritmo frenético, barulho ensurdecedor vindo das bancadas, em suma tudo aquilo que não se vislumbra em Portugal.Aos 24 minutos balde de água fria: contra-ataque do City, conduzido por Benjani, incursão de Petrov pela esquerda, passe a rasgar para Ireland que, na cara de Van der Sar não consegue marcar, e finalmente Vassell, à segunda, a empurrar para as redes.
Volta o United à carga, com jogadas rápidas mas pouco eficazes, exceptuando o espectacular remate à meia-volta de Tévez para defesa de Hart e o perigoso livre de Ronaldo ligeiramente por cima da trave.
Segundos antes do intervalo, Benjani, após cruzamento de Petrov da direita, desvia de cabeça para a baliza e faz o 0-2.
As entradas de Park, Hargreaves e Carrick não trouxeram a lufada de ar fresco necessária ao futebol do United, apesar de aos 90 minutos, Carrick ter feito o 1-2 final num remate de fora da área.
Desde 1974 que o City não ganhava ambos os jogos com o Man Utd para o campeonato.
Este Manchester City é uma das equipas mais compactas da Premier League e o actual 7º lugar, com 44 pontos não faz jus ao excelente trabalho desenvolvido por Eriksson.
A equipa titular costuma ser composta por: Isaksson na baliza, seguro entre os postes e no jogo aéreo; Corluka na direita, fazendo com classe todo o corredor mas sobressaindo a defender; Micah Richards e Richard Dunne no centro, fazendo uma dupla poderosa fisicamente, com Dunne mais na marcação ao avançado contrário e Richards, pela sua grande velocidade, nas dobras; na esquerda Michael Ball, eficiente a defender mas praticamente inexistente a atacar pois não tem técnica suficiente para subir pelo flanco e tirar um cruzamento ou fintar o lateral contrário; no meio-campo a dupla Hamann e Gelson Fernandes, um com maiores preocupações defensivas (Hamann) e o outro com maior pendor ofensivo (G. Fernandes); apoiando esta dupla e o ponta-de-lança está Elano, dando mais técnica e criatividade à equipa mas, por vezes, ainda algo preso à bola, bem ao estilo brasileiro; na esquerda está Petrov, um clássico extremo que vive das suas arrancadas a grande velocidade, com grande capacidade de passe e cruzamento, sendo um perigo nas bolas paradas devido ao remate potente e ao arco que faz a bola descrever; na direita surge Vassell que, em determinados momentos do jogo, surge como segundo ponta-de-lança, enquanto prefere refugiar-se às marcações na ala; no centro do ataque surge agora a contratação do mercado de Inverno, Benjani, proveniente do Portsmouth, inteligente nas movimentações, com capacidade física para aguentar a posse de bola e as duras marcações inglesas mas também capacidade técnica para se livrar dos adversários e aplicar o seu remate colocado.
Além destes habituais titulares, Eriksson conta ainda com jogadores como Ireland e Johnson para o meio-campo ou Nery Castillo e Geovanni para o ataque.
Apesar do bom começo na Premier League a equipa tem denotado alguma quebra, sobretudo em termos físicos ou de lesões de alguns jogadores nucleares.
Pode ser que esta vitória sobre o seu rival a moralize para os próximos confrontos.
À vossa atenção!
Grandes jogadores adversários II

O mago búlgaro começou a carreira no clube da sua terra natal, o modesto FC Etar Veliko Trnovo, em 1982, e onde se manteve até se transferir para o Sporting em Dezembro de 1990 pela mão de Sousa Cintra, depois de ter ganho o campeonato búlgaro e de uma transferência falhada para o CSKA Sofia.
Aliado às suas evidentes virtudes técnicas, Balakov sempre demonstrou uma invulgar mentalidade e combatividade para um médio criativo. Agarrava na bola e na equipa sempre que esta se encontrava em dificuldades para, através da sua imaginação e criatividade ao serviço do colectivo, suplantar todo e qualquer obstáculo. Exímio marcador de bolas paradas, aliando uma excelente colocação a um remate portentoso, fizeram de Krassimir um dos melhores e mais completos nº10 da Europa nos anos 90.
Friday, February 08, 2008
Grandes jogadores adversários I
Fantasista, repentino, hábil e guerreiro, Poborsky é quem inaugura este novo tema do Crónicas. Desde 1998 a 2001 no Benfica, Karel deixou muitas saudades aos benfiquistas, fruto de uma enorme força de vontade com que jogava futebol, nunca se escondendo da bola e procurando sempre conduzir a equipa para a frente. Foi provavelmente a melhor contratação da era Vale e Azevedo e foi também um dos esteios da equipa quando esta caminhava por sombras que ainda hoje não foram totalmente dissipadas.A carreira de Poborsky começou no seu país natal, onde subiu vários degraus até atingir o Slavia de Praga, um dos clubes históricos checos. Aí realizou boas exibições, mas a expressão internacional de Poborsky era então muito pouca. Contudo, e por força da campanha brilhante da República Checa no Euro 1996 na Inglaterra, todo o mundo do futebol se interessou por aqueles anónimos rapazes checos, entre os quais existiam nomes como Nedved, Smicer ou Kouba. Poborsky saiu então da Rep. Checa, transferindo-se então para o colosso Manchester United. Aí, e contrariamente às previsões, Karel não foi tão decisivo no jogo da equipa como era esperado e foi com naturalidade que acabou por sair, rumo a Portugal, mais concretamente ao Benfica, que então via no checo o salvador, dois anos após crucificar as aspirações de Portugal no Euro 1996, com a célebre vaselina a Vítor Baía.
Chegado ao Benfica num pacote que então incluía Kandaurov e Luis Carlos, Poborsky estreou-se frente ao FC Porto nas Antas, numa derrota por 2-0 com muitos casos à mistura. Sem entrosamento, Karel seguiu o seu percurso, vendo jogadores e treinadores a chegar em grande abundância, não conseguindo criar rotinas tácticas seguras, exceptuando talvez com João Pinto, um dos poucos que conseguiram manter-se fiéis num período tão problemático.
Tal agitação teve resultados nefastos para as hostes encarnadas, que culminaram com o inesquecível resultado (tanto para o Benfica como para os rivais) de 7-0 frente ao Celta de Vigo, em Outubro de 1999. Ainda assim Poborsky foi dos mais inconformados, fruto da dedicação que sempre nutriu pelo jogo. Tal dedicação valeu-lhe aquele que é considerado o ponto alto ao serviço do Benfica: o famoso golo ao Salgueiros na Luz, em que levou a bola desde a sua área, percorrendo todo o lado esquerdo e levando em velocidade todos aqueles que lhe apareciam pela frente, concluindo essa brilhante jogada com um majestoso golo.
Em 2001, Karel rumou à Lazio por uma época, voltando seguidamente a Praga, desta vez para jogar no Sparta, onde jogou mais três anos, até concluir a carreira no clube que o viu nascer para o futebol: o Dynamo de Bujedovice.
Em resumo, fico com a ideia que se fosse hoje, Poborsky teria ficado mais tempo na Luz e teria muito mais impacto do que teve quando por lá jogou. Ainda assim, é com um misto de saudades e de insatisfação que penso que os adeptos do Benfica lembram Poborsky. Saudades por causa da sua técnica e dedicação e insatisfação por ter surgido num período em que o seu futebol serviu mais para salvar a honra de uma equipa perdida, do que para ajudá-la a conquistar títulos.
Thursday, February 07, 2008
A formação em Portugal
Outra perspectiva
Dou este alerta num tempo em que um dos esteios da formação em Portugal está a ficar corrompido. Falo do Benfica e da sua equipa de juniores, hoje recheada de jovens estrangeiros (são 14 em 30, ver todos aqui). Não tirando valor a esses jogadores, a mim incomoda-me que eles lá estejam em vez dos portugueses. Chamem-me nacionalista, eu cá chamo falta de visão dos dirigentes encarnados que, vendo que não saem jogadores capazes de reforçar a equipa sénior, decidiram agora comprar jovens de outras paragens a ver se dá resultado. Tudo isto acaba por acontecer por falta de coragem dos vários treinadores que raramente apostaram na juventude benfiquista, assim como dos interesses movidos pelos empresários inseridos na gestão do clube, que metem na equipa os futuros bons negócios e não apostam nos jovens portugueses pois tal opção é dispendiosa (dura todo um ciclo de formação) e não dá lucro a curto prazo.
Vale ainda que Sporting e FC Porto continuam a apostar bastante nos jovens nacionais, mas uma vez inseridos numa má colheita, tal reflecte-se amplamente na selecção nacional. Se ao invés de apenas duas fontes, existisse ainda mais uma com grande tradição no lançamento de grandes jogadores (que era o Benfica), um ano de má colheita não teria tanto impacto como tem actualmente. Para que todo este tema tenha lógica, fica ainda uma notícia reveladora de todo este drama: foi há sensivelmente 6 anos que a geração de Moutinho, M. Fernandes, Vieirinha, H. Barbosa e Miguel Veloso foi campeã europeia de sub-17. Actualmente a selecção sub-16 de Portugal conseguiu ser goleada por 7-0 pela sua congénere espanhola. Em 6 anos muita coisa mudou na formação em Portugal, e pelos vistos, foi tudo para pior. Enquanto uns acham que foi um apenas um resultado anormal, eu cá acho que tal foi só o primeiro sintoma de uma política totalmente errada por parte dos clubes portugueses. Ainda vamos a tempo de corrigir isto, mas valha a verdade, o tempo já vai escasseando.Pequenos detalhes
No momento, são quatro as selecções que ainda estão fora do alcance de Portugal: Itália, França, Brasil e Argentina. Não só pelas lacunas colectivas acima mencionadas mas também pela qualidade média dos seus jogadores.
Estes problemas, associados a outros que o nosso colega António Marreiros já havia mencionado, como a falta de um lateral-esquerdo de raíz e de qualidade, de um ponta-de-lança de classe mundial e de um GR de nível, traduzem-se nisto: Portugal ainda não está no grupo de selecções mais fortes onde se encontram, como já mencionei, a Itália, a França, o Brasil e a Argentina. Situa-se portanto imediatamente abaixo, num segundo grupo de equipas onde também estão a Rep. Checa, a Inglaterra, a Alemanha, a Espanha, a Suécia, a Dinamarca, a Holanda, a Croácia e a Grécia. Talvez seja líder, a par da Alemanha, deste grupo de perseguidores do pelotão da frente mas, por enquanto, ainda sem hipótese de lutar de igual para igual com aquelas quatro selecções.
Wednesday, February 06, 2008
A selecção de alguns nós
Não se trata de um trocadilho, Portugal é de facto uma selecção exclusiva apenas para alguns. Não sei que critérios usa Scolari. Aliás, acho que nunca ninguém soube. Desde o primeiro jogo no Euro 2004 que Scolari vive sem convicções. Nesse jogo que perdemos com a Grécia, Scolari tinha uma ideia. Não resultou e mudou tudo no jogo seguinte com a Rússia, o qual ganhámos, com a selecção mais unânime entre os portugueses, isto é, com o meio-campo do FC Porto campeão europeu e com Miguel. Como resultou, Scolari insistiu nessa selecção até à final, tendo aí voltado à sua ideia inicial (remeteu Rui Costa para o banco), que mais uma vez e para desilusão de todo um povo, se mostrou novamente errada.No Mundial 2006, Portugal, fruto de um processo de exemplar liderança movido por Luís Figo, combateu com as armas que tinha até à extenuação. Perdeu na meia-final e foi a equipa mais empolgante da competição. Todo um feito, conseguido através da ideia que nos levou à final do Euro2004. Não foi a ideia do jogo inicial e da final dessa mesma competição, mas a ideia de blindagem da equipa e de experiência. Há mérito de Scolari no trabalho de coesão do plantel, mas infelizmente, Scolari pecou em termos de ordenamento da equipa, e, como tal, acabámos por perder face à França, um adversário também com experiência, mas muito mais ordenado em campo. Tal como a Suécia em 94 ou a Croácia em 98, Portugal não teve argumentos em campo para contrariar o favoritismo do adversário da meia-final. Em todo este processo, Scolari tem mérito, mas mais uma vez, falhou novamente na componente táctica, insistindo nas suas ideias até ao fim. Uma dessas ideias foi Pauleta, que tal como no Euro2004, foi novamente o avançado de que não precisávamos.
Agora, a caminho do Euro 2008, Scolari continua a mostrar as suas ideias. Nada de mal nisso, o problema reside no facto de insistir nelas quando vê que as mesmas não resultam. Como aconteceu hoje com a Itália, com várias titularidades sem sentido. Se a equipa inicial é a ideia de Scolari para o Euro2008, então estamos bem tramados, pois perdemos para uma Itália com muitas caras novas e sem alguns nomes de peso como Totti, Del Piero (não se sabe se voltarão à squadra azurra), Buffon, Aquilani ou Bonera.
Entre as ideias que estão erradas, mas que possivelmente vamos continuar a assistir no futuro, conto as seguintes:
- Ricardo: sabemos que é um dos talismãs de Scolari, mas da mesma forma que nos salva, também é bem capaz de nos enterrar. Não condeno as suas perdas de concentração, pois todos os guarda-redes as têm, o que me preocupa é a falta de segurança que dá à defesa. Além disso, períodos extensos com o mesmo guarda-redes costuma dar em fiasco de um momento para o outro. Não tem a ver com a qualidade dos guarda-redes, é apenas um fenómeno histórico, que resultado do facto das alternativas estarem muito verdes para o lugar, pois o mesmo foi ocupado sempre pelo mesmo. A Itália deu hoje oportunidade a Amelia, e Scolari, quando dá uma oportunidade aos seus jovens guarda-redes?
- Bruno Alves: digam-me o que disseram, para mim continuará a ser um cepo, bem ao estilo de Couto, mas muito mais lento e com pior jogo aéreo. Não me digam que com Jorge Andrade de fora, Bruno Alves é a primeira opção? Isto é mau, quando temos Pepe, Ricardo Rocha, Nunes e até Rolando, todos eles melhores que o portista. Só Tonel está ao mesmo nível que o cepo do FC Porto. Pelos vistos conta muito mais para Scolari os jogadores terem raça (é inegável que B. Alves tem) do que propriamente atributos técnicos, indispensáveis face a avançados rápidos e temíveis, como quase todas as grandes selecções mundiais têm.
- Meira: gosto de Meira, mas acho que ele simboliza tudo o que de mal tem Scolari. Não foi convocado para o Euro2004 por opção técnica e foi depois ao Mundial2006, por lesão de Jorge Andrade. Meira, como qualquer segunda escolha, revoltou-se (positivamente) e fez um Mundial espectacular. Finda essa revolta, penso que a continuidade na selecção não tem razão de ser, pois o jogador já não tem a mesma alma e além disso, será novamente segunda escolha.
- Raúl Meireles: Tem garra, é raçudo e luta muito. Mas para isso já temos Petit e Maniche. Além disso e na minha opinião, Moutinho, Manuel Fernandes e Pelé têm mais técnica e sentido táctico que Meireles.
- Makukula e Hugo Almeida: Achei giro ao início, mas a verdade é que a selecção não pode jogar com armários na linha avançada, pura a simplesmente porque no caso de não ganharem os cruzamentos aos centrais, deixa de haver soluções ofensivas dentro da grande área, pondo todo o encargo nos extremos, que longe da área, pouco podem fazer. Portugal precisa de avançados que não se escondam do jogo, hábeis tecnicamente e com remate pronto. Makukula tem remate pronto, mas não tem técnica, Nuno Gomes não se esconde do jogo mas tarda em rematar e Hugo Almeida é o mais completo, mas joga melhor com aberturas pelo meio, algo complicado numa selecção que vive dos extremos.
Ainda os ventos da Catalunha
E é aqui que está uma das lacunas do Barcelona.
Quando Rijkaard quer dar mais dimensão física e de ocupação de espaços defensivos à equipa, opta quase sempre por fazer entrar ou avançar um jogador adaptado (Edmilson ou Márquez, centrais de origem) em vez de ter um jogador de raiz. Deco, Xavi, Iniesta e Touré têm mais perfil de organizador de jogo do que recuperador de bola, além de serem vulneráveis no jogo aéreo. Pensava que o Barcelona tinha colmatado esta lacuna definitivamente com a contratação de Van Bommel, jogador tecnicamente evoluído, com disponibilidade e presença físicas impressionante. Mas Van Bommel saiu para o Bayern Munique e o problema manteve-se. São necessários jogadores de características diferentes para a mesma posição no terreno de jogo.
Quando joga com um central adaptado a equipa perde agressividade ofensiva e fluidez na circulação de bola, ganhando coesão defensiva; quando joga com 3 médios de características idênticas (normalmente Xavi, Iniesta e Deco) a equipa perde quando o jogo assume contornos mais físicos e perde coesão defensiva mas ganha rapidez nas transições ofensivas e na circulação de bola.
Nas asas de um pato
Monday, February 04, 2008
Os melhores capitães da Velha Albion
2 - Billy Wright: O antecessor de Moore, capitaneou a selecção também por 90 vezes (em 105 internacionalizações). Histórico médio-centro do Wolverhampton (490 jogos), possui igualmente uma estátua à frente do estádio desta equipa, assim como dá nome a uma das bancadas. Capitão de 1948 a 1959, foi o primeiro jogador mundial a atingir 100 jogos pelo seu país.
3 - Bryan Robson: 65 capitanias em 90 jogos pela Inglaterra (de 1982 a 1991). Médio ofensivo, ganhou uma Taça das Taças pelo Manchester United e jogou pelos red devils a boa soma de 345 jogos, facturando 74 golos. Pela selecção marcou por 26 vezes. É o actual treinador do Sheffield United.
4 - Alan Shearer: O capitão-finalizador, capitaneou a Inglaterra de 1996 a 2000, acumulando 24 jogos com a braçadeira e 30 golos (em 63 jogos). Foi, aquando a sua transferência do Blackburn para o Newcastle, o jogador mais caro de sempre (15M de libras).
5 - David Beckham: Amado e odiado, o médio direito acumula (ou acumulou) 58 capitanias em 99 jogos pela Inglaterra, pela qual marcou 17 golos.
O aval de Cruyff
Sunday, February 03, 2008
Comparação: Portugal e Costa do Marfim
Guarda-Redes: Ricardo e Quim são mais experientes e muito mais rodados que as opções marfinenses Barry ou Loboue. Neste capítulo, há vantagem portuguesa.
Lateral Direito: Eboué não fica atrás de Miguel ou Bosingwa, mas a selecção marfinense perde por falta de opções.
Centrais: Touré é um grande defesa central e é bastante consistente com Meite, sendo que as opções Romaric e Zoro são bastante razoáveis. Ricardo Carvalho e Jorge Andrade são defesas de classe mundial e Fernando Meira ou Pepe são muito fortes. Vantagem portuguesa.
Lateral Esquerdo: Boka é melhor que N. Valente, J. Ribeiro ou qualquer outro adaptado a lateral esquerdo na selecção portuguesa. Vantagem marfinense.
Médios-Centro: Zokora e Yaya Touré são médios de grande impacto técnico e físico, ao passo que Petit, Deco ou Maniche são menos intensos no seu jogo, mas tremendamente eficazes. Embora Portugal tenha melhores opções no banco (Moutinho, Veloso ou M. Fernandes parecem-me melhores que Fae ou Tiené), sigo para um empate neste sector.

Extremos: Kalou, Keita ou Dindane garantem grande velocidade e criatividade aos flancos, mas a grande escola portuguesa de extremos com Ronaldo, Quaresma, Nani ou Simão dá clara vantagem a Portugal.
Avançados: Drogba é o Eusébio da Costa do Marfim, enquanto Portugal desespera que chegue um novo pantera negra. Apesar do esforço de Nuno Gomes, Makukula ou H. Almeida, Drogba e a su companhia (Sanogo , Bakari Koné e Aruna Koné) dão vantagem à Costa do Marfim.

Conclusão: Portugal ganha no conjunto dos sectores, mas tem lacunas no lado-esquerdo da defesa e no capítulo da finalização, lugares onde a Costa do Marfim está bem fornecida. Apesar de ter boas peças para todos os lugares, os elefantes têm uma gritante falta de banco para quase todos os sectores, exceptuando o ataque e o centro da defesa. Falta à Costa do Marfim maior afirmação dos elementos não-titulares nos campeonatos europeus. A equipa actual é suficiente para uma aposta ao título da CAN, mas claramente insuficiente para um Mundial. Quanto a Portugal, falta uma ala esquerda mais forte e sem adaptações e - o defeito do costume - um ponta-de-lança que finalize aquilo que os extremos criam.
Notas argentinas

• O River Plate ganhou ao Boca Juniors por 3-2, em jogo a contar para o Torneio de Verão, competição que o River já assegurara a conquista na semana transacta face ao San Lorenzo.
De assinalar neste jogo o sucesso da dupla "estrangeira" Abreu - Falcão (um golo cada) e a jogada monumental do jovem chileno Alexis Sanchéz (19 anos) que resultou num penalty que viria dar o 1-3, convertido por Ortega. A jogada começa um pouco depois da lua de meio-campo, tendo Alexis Sanchéz fintado 4 defesas do Boca antes de ser derrubado pelo último defensor. Um nome a ter em conta! O jogo ficou ainda marcado por 4 expulsões, uma para o lado do Boca e três para o River.
• D'Alessandro voltou à Argentina para jogar no San Lorenzo, num acordo a rondar os 3,5M €. Visto desde muito cedo como uma enorme esperança do futebol mundial, D'Alessandro pagou caro por ter-se mudado tão prematuramente para os exigentes campeonatos europeus. Nunca se conseguiu fixar nos vários clubes em que passou (Wolfsburg, Portsmouth e Zaragoza), fruto de uma carácter irascível, frontal e imaturo. Chegou a ser dado como reforço do Benfica, mas olhando bem a sua trajectória europeia, o argentino tornaria-se em apenas mais um flop se tivesse ingressado na Luz. Entretanto, o San Lorenzo diz também que o acordo com Bergessio está por horas.
• Maradona garante à imprensa argentina não ter pedido perdão aos ingleses pela mão de Deus de 1986. A imprensa inglesa, por seu turno, garante que o fez. Apenas mais uma rambóia maradoniana.
Friday, February 01, 2008
Transferências de Inverno
James McFadden (Everton para Birmingham)
Nicolas Anelka (Bolton para Chelsea)
Brede Hangeland (FC Copenhagen para Fulham)
Nery Castillo (Shakhtar Donetsk para Man City)
Afonso Alves (Heerenveen para Boro)
Jermain Defoe (Tottenham para Portsmouth)
Milan Baros (Lyon para Portsmouth)
Rade Prica (Aalborg para Sunderland)
Alan Hutton (Rangers para Tottenham)
Banega (Boca Juniors para Valência)
Maduro (Ajax para Valência)
Pinto (Celta para Barcelona)
Ewerthon (Zaragoza para Espanhol)
Wilhelmsson (Bolton para Deportivo)
Gavilán (Valência para Getafe)
Scaloni (Lazio para Mallorca)
Rosinei (Corinthians para Murcia)
Manchev (Celta para Valladolid)
Mohamed Sissoko (Liverpool para Juventus)
Rolando Bianchi (Man City para Lazio)
Rigano (Levante para Siena)
Caracciolo (Sampdoria para Brescia)
Makinwa (Lazio para Reggina)
Pazienza (Fiorentina para Napoli)
Maldonado (Napoli para Chievo)
Rolando (Belenenses para Lazio)
Maniche (Atl. Madrid para Inter)
Manuel Da Costa (PSV para Fiorentina)
Vanden Borre (Fiorentina para Genova)
Grimi (Siena para Sporting)
Tiuí (Fluminense para Sporting)
Makukula (Marítimo para Benfica)
Sepsi (G. Bistrica para Benfica)
Halliche (Benfica para Nacional)
Hélder Barbosa (Académica para FC Porto)
Rabiola (Guimarães para FC Porto)
Jankauskas (Larnaca para Belenenses)
André Pinto (Kioto S. para Marítimo)
Miguelito (Benfica para Braga)
Contreras (Celta para Braga)
Bruno Vitorino (Gondomar para Setúbal)
Outros:
Mosquera (Werder Bremen para Aachen)
Rukavina (Partizan para Dortmund)
Radu (Wolfsburg para Stuttgart)
Benaglio (Nacional para Wolfsburg)
Ávalos (Nacional para Duisburg)
Denny Landzaat (Wigan para Feyenoord)
Kuffour (Roma para Ajax)
Boumsong (Juventus para Lyon)
Almirón (Juventus para Mónaco)
Jonatas (Espanyol para Flamengo)
Carlos Alberto (Werder Bremen para São Paulo)
Jorge Wagner (Bétis para São Paulo)
Adriano (Inter para São Paulo)
Manucho (Man Utd para Panathinaikos)
Postiga (FC Porto para Panathinaikos)
Fernando Belluschi (River para Olympiakos)
Kallon (Mónaco para AEK)
Edinho (Braga para AEK)
Hinkel (Sevilla para Celtic)
Mizuno (JEF United para Celtic)
Mitos
Astros da Catalunha
Curiosamente a "ascensão" de Messi como melhor jogador do clube catalão e jogador preferido dos adeptos está ligada à "queda" de Ronaldinho, outro mago, que já não goza do prestígio de há uns anos atrás, quer entre os adeptos culés quer entre os admiradores do futebol a nível mundial e a votação do FIFA World Player of the Year representa isso mesmo.
Talvez esteja a precisar de mudar de ares...
Thursday, January 31, 2008
Os números do mago
- 27 golos em 28 jogos oficiais
- Marca consecutivamente há 5 jogos (9 golos nestas partidas)
- Marcou em 14 dos últimos 16 jogos que efectuou
- O goal average do Man Utd com Ronaldo é de 64-14 (+50)
- Com Ronaldo, o Man Utd soma 23 vitórias, 4 empates e 1 derrota (frente ao West Ham)
- 4 golos de penalty
- 1 hat-trick e 7 dobletes
- É o líder da Bota de Ouro com 38 pontos (Adebayor tem 32 e Trezeguet 30)
Já tem 30 anos? Então já pode jogar no AC Milan!
Sobretudo se pensarmos que no futebol actual as equipas apostam em jogadores cada vez mais jovens. Veja-se o caso de Messi, Bojan, Geovani dos Santos, Cristiano Ronaldo, Benzema, Rooney, Martins, tudo jogadores que começaram a jogar a titulares com 18 anos ou ainda menos. Excepção feita, está claro, a clubes com centros de formação de outra dimensão como Ajax, Sporting, Auxerre, Rennes, etc.
Wednesday, January 30, 2008
Debaixo de olho: a Udinese de Marino
Taça da Nações Africanas - Gana 2008
Tuesday, January 29, 2008
Incidentes
Sunday, January 27, 2008
Koeman, o epicentro da crise?
A exibição foi muito cinzenta, notando-se uma terrível incapacidade de criação, fruto das ausências dos pilares Baraja (lesionado) e Albelda (afastado por decisão técnica), jogando por eles o recém-contratado Maduro e Marchena. Este meio-campo, altamente defensivo e de fraca criatividade, lateralizou demasiado o seu jogo, pondo a cargo de Joaquín e Vicente as jogadas de ataque. Estes, possivelmente desmotivados pela crise interna do clube, não tiveram a necessária cabeça limpa para criar o perigo que a equipa desesperadamente necessitava.
Na frente, as bolas não chegavam a Villa, completamente desapoiado por David Silva, que Koeman pôs a jogar atrás do ponta-de-lança (posição na qual não se sente tão à vontade como na ala). Na defesa, Arizmendi jogou uma vez mais a lateral-direito.
Para se (des)entender melhor a confusão de Koeman, este, ao perder por um golo ao intervalo, tirou Silva e Vicente (dos melhores até então) e colocou em campo Miguel e o ponta-de-lança Zigic, passando Arizmendi de lateral-direito para extremo-esquerdo (!), desfasando aí qualquer noção de conjunto que a equipa (ainda) tivesse. Como se não bastasse, Koeman decidiu então tirar o mesmo Arizmendi quando faltava meia-parte e colocou em campo Mata, passando a equipa a jogar de um 4-4-1-1 para uma variante de 3-4-3 (com um organizador atrás dos avançados e fazendo descer o extremo restante para meio-campo), táctica que como se sabe, leva meses ou mesmo anos para se tornar compacta. Tudo isto resultou em... nada. A bola deixou de circular com cabeça e passou a ser um jogo monótono de luta a meio-campo, no qual o 4-3-3 do Almería nem teve que se esforçar muito para conter a pressão valencianista.
Em resumo, este jogo prova a decadência em que o clube está a entrar, dinamizada por um conjunto de decisões tomadas pelos dirigentes e pelo corpo técnico que resultaram, até agora, naquilo que parece um largo e doloroso trilho até à segunda divisão espanhola. Como curiosidades finais, resta referir o seguinte:
- ex-treinador Quique Flores tinha até à altura da sua saída o registo de 11 vitórias e 6 derrotas nos 17 jogos disputados até então;
- Albelda, como referi anteriormente afastado por decisão técnica (tal como Angulo e Cañizares) interpôs uma acção judicial ao clube do seu coração para que este o deixe sair sem pagar a cláusula de 60 milhões à qual está ligado;
- Dos 15 golos que o Valência marcou com Koeman, um terço deles (5) foi contra o Irún, da 2ª Divisão B espanhola, a contar para a Taça do Rei;
- O Valência não ganha há 9 jogos para a Liga;
- Koeman disse no final do jogo com o Almería que "agora já olha para os lugares de descida";
Friday, January 25, 2008
Tuesday, January 22, 2008
Os mais feios
Classificação:
1-Wayne Rooney (Manchester United)
2-Ronaldinho (Barcelona)
3-Carlos Tevez (Manchester United)
4-Peter Crouch (Liverpool)
5-Ronaldo (Milan)
6-Luke Chadwick (Manchester United)
7-Robbie Fowler (Cardiff)
8-Darren Fletcher (Manchester United)
9-Rio Ferdinand (Manchester United)
10-Ruud Van Nistelrooy (Real Madrid)
11-Dirk Kuyt (Liverpool)
12-Joeleon Lescott (Everton)
13-Gary Neville (Manchester United)
14-Robbie Savage (Derby County)
15-Ivan Campo (Bolton)
16-Robert Earnshaw (Derby County)
17-Phil Neville (Everton)
18-Philippe Senderos (Arsenal)
19-Paddy Kenny (Sheffield United)
20-Edwin Van der Saar (Manchester United)
Sunday, January 20, 2008
Equipa do ano da UEFA 2007
Daniel Alves (Sevilha) [☺-x]
Alessandro Nesta (Milan) [x-x]
John Terry (Chelsea) [x-x]
Eric Abidal (Barcelona) [x-x]
Steven Gerrard (Liverpool) [x-x]
Clarence Seedorf (Milan) [x-☺]
Kaká (Milan) [☺-☺]
Cristiano Ronaldo (Manchester United) [☺-☺]
Zlatan Ibrahimović (Internazionale) [x-☺]
Didier Drogba (Chelsea) [x-x]
Alex Ferguson (Manchester United) [x-x]
Entre parênteses rectos encontra-se as apostas certas (☺) e falhadas (x) do Rui (esquerda) e do António (direita). O saldo de apostas pessoais equivalentes à votação total foi o seguinte:
- O Rui acertou 4 das 12 votações, o que revela que a sua opinião difere muito da maioria da votação. Não acertou nenhum dos avançados.
- O António obteve 5 em 12, falhando toda a defesa e acertando 3 em 4 no meio-campo. Casillas foi unânime.
Como curiosidade, o facto de Alex Ferguson ter ficado por cima de Capello (a nossa aposta) ou Ancelloti (vencedor da Champions) é revelador do poder que detinha Mourinho, pois ganhar-lhe um campeonato basta para ser considerado o melhor treinador da UEFA. Sintomático.
P.S: Ontem o Villarreal ganhou por 3-0 ao Valência de Koeman. Entre as invenções do holandês para este jogo, conta-se a inclusão de Marchena a médio defensivo (apesar de já ter jogado assim no Benfica, não é a posição em que mais rende) e a incrível adaptação de Arizmendi a lateral direito! Para que conste, na semana passada o mesmo jogador havia jogado a extremo esquerdo!
Wednesday, January 16, 2008
Coisas que qualquer um de nós já sabia ou desconfiava II
- Vujadin Boskov
Coisas que qualquer um de nós já sabia ou desconfiava I
- Sir Alex Ferguson on Pippo Inzaghi after finding out that Pippo is the most offside player in the football ever.


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