Ponto prévio: Para mim há sorte e azar no desporto. Por muito treino que exista, quem já chutou uma bola repetidas vezes ao mesmo alvo, sabe que o pé até pode embater exactamente no mesmo sitio que no remate anterior que a bola pode sair numa direcção totalmente oposta ao que queríamos. À vezes ao tentarmos melhorar um remate e quando pensamos que já acertámos na maneira correcta de o fazer, lá ficamos estarrecidos ao ver que a bola sai cada vez mais lado a cada nova tentativa. Claro que o vento, o tipo de bola, a força aplicada e o local exacto de contacto entre a bola e o pé nunca é o mesmo e todos estes factores são motivos de diferença, mas ainda assim, acredito que há uma componente de sorte no desporto.
Thursday, June 28, 2012
Ponto prévio: Para mim há sorte e azar no desporto. Por muito treino que exista, quem já chutou uma bola repetidas vezes ao mesmo alvo, sabe que o pé até pode embater exactamente no mesmo sitio que no remate anterior que a bola pode sair numa direcção totalmente oposta ao que queríamos. À vezes ao tentarmos melhorar um remate e quando pensamos que já acertámos na maneira correcta de o fazer, lá ficamos estarrecidos ao ver que a bola sai cada vez mais lado a cada nova tentativa. Claro que o vento, o tipo de bola, a força aplicada e o local exacto de contacto entre a bola e o pé nunca é o mesmo e todos estes factores são motivos de diferença, mas ainda assim, acredito que há uma componente de sorte no desporto.
Tuesday, February 07, 2012
Principais ligas europeias: Itália
Juventus segue na frente, com menos um jogo e mais um ponto do que o Milan e ainda sem derrotas. Desde há muito tempo que não se via a vecchia signora em tão boa posição para lutar pelo scudetto. Matri tem sido um dos grandes destaques na Juve.
O Milan e o seu fabuloso trio de ataque Ibrahimovic-Pato-Robinho têm estado também em grande forma, secundados por um meio-campo em bom plano, sobretudo Nocerino e Boateng.
Em terceiro e quarto lugares seguem a sensação Udinese, com o goleador Di Natale mais uma vez a fazer uma excelente época, e a Lazio, com Klose também em plano de destaque.
O Inter tem estado a fazer um campeonato muito irregular e nem mesmo com o regresso de Ranieri ao comando dos nerazzurri as coisas parecem correr de feição. Apesar de tudo, Milito continua em grande.
Depois de um começo titubeante, a Roma de Luís Enrique está agora no sexto posto, tendo vencido categoricamente o Inter na última jornada.
Como quase todas as equipas "menores" que ganham um lugar na Champions, no ano seguinte as coisas não correm tão bem no campeonato, maioritariamente porque os seus jogadores não estão habituados à rotina e sobrecarga de jogos: Assim se passa com o Nápoles, que segue em 7º lugar, seguido de Palermo, Génova e Fiorentina, todas equipas com jogadores para vôos mais altos do que as posições que ocupam.

Taça da Liga
O Gil Vicente ganhou um lugar na ronda seguinte ao vencer na deslocação a Alvalade, onde o Sporting só se pode queixar da falta de soluções ofensivas e defensivas. Depois de ter sido herói, Onyewu não merecia tamanho "castigo" ao fazer o penalty para o golo de Cláudio e correspondente segundo cartão amarelo. O lance deixou muitas dúvidas, parecendo que a falta foi fora da área. Apesar de uma boa reacção, os leões não conseguiram inverter o resultado, tendo até estado muito perto num lance de Carrilo, com um remate ao poste. O jovem peruano tem sido um dos mais inconformados e que tem causado maiores desiquilíbrios nas defesas contrárias.
O Porto recebeu e venceu o Setúbal, com os dois reforços de Inverno, Janko e o regressado Lucho, a marcarem na estreia. Com Lucho a comandar o meio-campo. bem secundado por Moutinho, e com as movimentações de Janko na frente, o Porto controlou as operações e, mesmo sem fazer um jogo brilhante, foi bastante mais sólido do que em partidas anteriores, o que permitiu aos azuis-e-brancos jogarem sem grande pressão e vencerem com tranquilidade.
Meias-finais:
Friday, February 03, 2012
Liga Portuguesa 17ª jornada

Na 2ª parte, o Feirense marcou de canto, por Varela, antecipando-se no primeiro poste à defensiva encarnada. Volvidos 4 minutos, o mesmo Varela desvia para a própria baliza, quando já estavam preparados dois jogadores do Benfica para finalizar o cruzamento de Maxi Pereira. Com a igualdade alcançada em tão pouco tempo, com as entradas de Nolito e Gaitán para os lugares de Bruno César e Aimar e a passagem de Witsel para o miolo, o Benfica carregou e logrou o empate, através de um penalty convertido por Cardozo, a castigar derrube de Rodrigo na área.
Melhor em campo: Rodrigo - o avançado hispano-brasileiro teve uma mão-cheia de oportunidades e ainda "cavou" o penalty que deu a vitória aos encarnados; decisiva a entrada de Nolito, num jogo à sua medida
O Porto estava pressionado pelo resultado do Benfica e entrou talvez algo ansioso no jogo. A verdade é que a boa organização do Gil Vicente, que já tinha apresentado bons argumentos na jornada anterior na Luz, criou muitas dificuldades ao Porto e os seus jogadores, sobretudo no meio-campo, não conseguiram impor o seu jogo.
Cláudio, dando seguimento de cabeça ao um livre lateral, abriu o marcador para os gilistas. O mesmo Cláudio ampliou a vantagem através da marca de grande penalidade, a castigar mão na bola de Otamendi.
Na 2ª parte a toada foi a mesma: o Porto a não conseguir fazer ligação entre o meio-campo e o ataque e os gilistas a controlarem as operações, espreitando o contra-ataque. André Cunha, num grande lance individual em que "partiu" os rins a Rolando, fez o 3-0 e praticamente acabou com o jogo. Varela ainda reduziu aos 77 minutos mas o destino dos 3 pontos já estava traçado.
Os portistas queixam-se da arbitragem em dois ou três lances mal ajuizados, como uma cotovelada a Defour na grande área do Gil que passou impune, mas também os de Barcelos têm razões de queixa em outros tantos lances.
O que fica é um dos piores jogos, sobretudo colectivos, da equipa do Porto e quando não há individualidades que resolvam como já aconteceu anteriormente, nestes jogos menos conseguidos o Porto não consegue praticar um bom futebol e parece sem ideias em termos ofensivos.
Melhor em campo: Cláudio - o defesa gilista foi o goleador de serviço, marcou de cabeça num livre lateral e depois de penalty, ajudando e de que maneira a construir a vitória dos de Barcelos
Sporting 2 - 0 Beira-Mar

Num jogo que se previa à partida complicado, quer pelo momento menos bom do Sporting quer pelo adversário, os leões responderam com alguma dose de empenho e felicidade, que tanto tem faltado ao conjunto de Alvalade. Aliado a estes factores, a eficácia nos lances de bola parada "descomplicou" o jogo.
Onyewu, por duas vezes, fixou o resultado final, num jogo que o Sporting controlou na maior parte do tempo, mas onde o Beira-Mar teve alguma falta de eficácia e sorte (sobretudo em dois lances que atirou ao ferro da baliza de Rui Patrício), em suma, tudo aquilo que o Sporting teve e que, no final, fez a diferença.
Melhor em campo: Onyewu - o "Capitão América" resolveu o jogo com duas cabeçadas fulminantes, demonstrando mais uma vez toda a importância dos lances de bola parada e de "laboratório", onde o Sporting nos últimos tempos não tem conseguido fazer a diferença, nem em termos ofensivos nem defensivos.
Thursday, February 02, 2012
Notas sobre o Barcelona - Real Madrid

Eis algumas breves notas sobre o desenrolar do jogo:
Monday, January 23, 2012
Uma análise ao Sporting 2011/12

Assim se enquadra o momento do Sporting. Os adeptos, depois de anos a verem campeonatos correr como água debaixo da ponte, assim que vislumbram algo positivo entram em euforia, desejosos de ver cumpridas as suas ambições de mais um título. Isto acontece com todos os adeptos dos chamados grandes, nos últimos anos talvez menos com os de Benfica e Porto, mas apesar de tudo em semelhante medida. Os adeptos leoninos, sequiosos de vitórias ou de, simplesmente, ver bom futebol, entusiasmaram-se e com eles a equipa, que passou por um bom período de jogos com vitórias consecutivas, alguns momentos de bom futebol, golos, em suma, o vislumbre de uma equipa.
Mas os testes mais difíceis estavam para chegar e com eles claudicou o Sporting. Perdeu com o Benfica num jogo em que esteve praticamente uma parte em superioridade numérica, onde não foi capaz de criar uma situação de golo nem sequer para empatar o resultado. Depois em casa com o Porto também não foi capaz de ganhar, num empate que castigou duas equipas sem ambição, num jogo insípido e totalmente desprovido de interesse futebolísticamente falando, mas onde a vitória interessava mais ao Sporting para não se atrasar ainda mais face à concorrência e mostrar, perante os seus adeptos, que podiam conter com ele para a luta dos lugares da frente. Finalmente com o Braga, numa deslocação estes dias sempre difícil, o Sporting também não foi capaz de um futebol competitivo e, com dois erros defensivos tremendos, perdeu claramente. Os empates cedidos no início o novo ano podem ser explicados apenas pelo moral em baixa de uma equipa presa e a jogar já sobre brasas.
Vemos então que a equipa não estava ainda preparada para a competitividade face aos outros três maiores adversários, equipas com espinha dorsal e modelos de jogo definidos há vários anos. Mas nem Godinho Lopes, nem Luís Duque nem Domingos têm a receita da poção mágica nem dotes de magia para mascarar algumas das deficiências da equipa.
Desde logo a contratação de 19 novos jogadores, que proporciona muito trabalho para os entrosar, formar um grupo, adaptarem-se à realidade do clube e do futebol, do clima, do facto de terem cá a família, casa, carro e outros aspectos extra-futebol que os adeptos normalmente tendem a esquecer.
Tomemos como exemplo o primeiro ano de Jesus à frente do Benfica. Toda a gente achou um grande feito, ser campeão logo no primeiro ano, mas a verdade é que Jesus pouco ou nada fez em relação aos seus jogadores. O Benfica já tinha a matéria-prima: jogadores com vários anos de casa (Luisão, Quim, Maxi Pereira, Aimar, Cardozo), percebia-se o potencial de jogadores como David Luiz, Di Maria e Fábio Coentrão, que também já militavam na Luz há dois ou três anos. O que faltava ao Benfica era um modelo de jogo claro e alguém que pusesse as peças nos lugares certos para a máquina começar a funcionar. Aqui o trabalho de JJ foi perspicaz e importante. Com as boas exibições de pré-época de Di Maria e com Coetrão a mostrar serviço sabia que não podia jogar com os dois simultaneamente, então puxou Coetrão para lateral, sabendo do desejo do caxineiro em mostrar serviço. "Trancou" o meio-campo com as chegadas de duas pedras fundamentais para o modelo de jogo: um nº6 posicional, forte no momento defensivo, na ocupação dos espaços e sem vocação ofensiva (Javi Garcia) e com tão poucas unidades para defender, sabendo da propenção ofensiva dos laterais, teria que ter alguém do meio-campo que fizesse as recuperações nas transições defensivas e equilibrasse a equipa (Ramires). Mais à frente juntou Saviola a Cardozo, que tinha marcado 17 golos quase só na 2ª volta do campeonato, para lhe dar mais liberdade, com Aimar e Di Maria a municiar os dois. Assim, ao mesmo tempo que equilibrava a equipa, libertava algumas pedras fundamentais, os golos e as exibições apareceram em consequência e o Benfica voou para o título.
É nisto que o Sporting ainda tem de ter...paciência. Grande parte da matéria-prima não estava no clube, não há ainda um modelo de jogo bem difinido nem uma alternativa ao mesmo ou um plano B por assim dizer. Há experiências com os jogadores a rodarem por várias posiçõesem vez de criarem rotinas e não há referências em cada sector pois, seja por lesão ou mau desempenho, não tem havido jogadores indiscutíveis salvo talvez Schaars e João Pereira. O recente incidente de Bojinov mostrou que a equipa está intranquila e que, mais do que isso, não sabe o que está a fazer nem tem ainda confiança no seu método, procurando a todo o custo salvar-se a ela própria.
Faltam então as bases para criar um modelo de jogo sólido onde os jogadores o interpretem de olhos fechados, com rotinas entre posições e um onze-base mais fixo, onde as soluções e alternativas se adequem e encaixem, sem alterar a estrutura de raiz.
Friday, April 29, 2011
Porque é o FC Porto de Villas-Boas um ET?

Deixo então em 5 aspectos, o que mudou com Villas-Boas no FC Porto:
Mentalidade em campo
Parece que Villas Boas soube tirar o máximo rendimento do episódio do túnel do ano passado: em vez de transformar revolta em agressividade, tornou o sentimento resultante desse episódio numa lição de calma e de necessidade de cabeça fria em situações limites. O golo do Villarreal ao fim da 1ª parte no Dragão desmoralizaria 99% das equipas, não obstante, Villas-Boas tornou essa desvantagem numa lição de mudança de mentalidade e postura em campo que deverá figurar num próximo manual de treinador transformado em bestseller. Como o fez, não se sabe nem deverá ser revelado, o que se sabe é que também contra o Benfica na 2ª mão da taça, assistimos ao mesmo.
Bom futebol
Seja-se adepto ou não, é impossível dizer que o FC Porto joga mal. Tem os seus momentos de penumbra, como todas as equipas, no entanto é na maior parte do tempo de jogo útil uma equipa de processos simples, táctica bem assimilada e que procura as peças certas para resolver mediante a dificuldade imposta pelo adversário. É verdade que o FC Porto tem estofo financeiro para comprar essas peças, mas na realidade raras são as equipas que sabem usar o dinheiro acertadamente para terem várias soluções. O FC Porto têm-nas, e como algumas delas estiveram na órbita dos rivais, ainda mais isso ajuda na construção do próximo aspecto...
Domínio
Neste momento, os adeptos rivais temem o FC Porto. No último ano, mercê da vitória no campeonato por parte do Benfica, não existia de todo este receio, embora muitos se questionassem de como teria sido com Hulk por toda a época. Já neste ano, apesar de bons períodos do Benfica, o vencedor da Liga nunca esteve em discussão: o FC Porto foi melhor do princípio ao fim e o facto de não perder pontos, mesmo quando os adversários faziam uma boa série, mandou abaixo todo o castelo de aspirações aos outros pretendentes do título. Além disso, o peso histórico do últimos 25 anos, a campanha europeia sem mácula e as "marteladas" dadas ao Benfica no campeonato e na Supertaça, deixaram a moral das tropas rivais completamente em baixo.
Preparação física e mental excepcional
Sem receios, o rendimento físico no FC Porto deste ano é quase sobrenatural. Não quero dizer com isto que acredito que haja doping envolvido (apesar de alguns rumores muito marginais), pois se com Mourinho vimos muitas vezes jogadores relativamente acabados/questionados transformarem-se em autênticos super-heróis (Maniche, Milito, Lampard, Benzema, entre outros), com Villas-boas a coisa não fica muito atrás: Sapunaru, Rolando e Moutinho são melhores jogadores do que o eram há um ano atrás. Aproveitando que falámos neles:
Potencialização de jogadores
Villas-Boas parece também ter a varinha de condão para transformar jogadores questionáveis em opções reais para a equipa, senão vejamos: Sapunaru é hoje um lateral muito bom, Rolando comete cada vez menos erros, Helton parece melhor que qualquer outro guarda-redes brasileiro da actualidade, Falcão é melhor agora do que Lisandro o era nos seus melhores tempos de FC Porto, João Moutinho faz um trabalho com muitos melhores resultados do que quando estava no Sporting, Hulk é hoje mais parecido a Messi do que a Ronaldo em termos de jogo de equipa e por fim, aquela que considero a maior revolução: Guarín. Com Villas-Boas, o médio colombiano tornou-se num recuperador de bolas com criatividade e com chegada à área contrária, ou seja, um box-to-box ao melhor estilo de Sneidjer ou Lampard. O seu registo de golos nesta época é notável e de uma progressão que deve ser analisada cientificamente. Assim como este FC Porto, que sem margem para dúvidas, se encontra no conjunto das 10 melhores equipas da Europa na actualidade.
Sunday, February 06, 2011
...
Entretanto, muito já sucedeu nesta época 2010/11. As ligas europeias estão claramente sob dois desígnios: o da competividade máxima (Inglaterra, França, Itália) e da hegemonia unilateral (Espanha, Alemanha, Portugal), os clubes gastam cada vez mais em jogadores, os empresários controlam cada vez mais os clubes e as selecções tradicionalmente fortes vão-se ressentindo pouco a pouco da falta de matéria-prima para trabalhar. Vou continuar a escrever artigos neste blog, não se avizinha todavia nenhum periodização dos mesmos.
Um bem haja a todos vós.
Monday, July 05, 2010
Quartos de Final - Mundial 2010
Monday, June 28, 2010
Só os ingleses nos conseguessem fazer rir!
Thursday, June 24, 2010
Finalmente!
P.S: Pedro, apaguei o teu post pois o vídeo tinha sido removido pelo youtube. Depois tentas de novo. Vai contribuindo!
Monday, June 21, 2010
Assim sim!
Portugal garantiu praticamente a qualificação para os Oitavos do Mundial, após uma exibição magnífica, principalmente na 2ª parte, onde o desnorte da Coreia levou os asiáticos a sofrerem uma pesada goleada que ficará na história dos Mundiais. Através de notas rápidas, ficam aqui registado este brilhante momento da selecção das quinas:- Ronaldo quebrou o jejum de golos que durava à cerca de 2 anos;
- 4 dos 7 golos foram marcados por jogadores a actuar em Espanha, 3 por parte de jogadores do Atlético de Madrid (Tiago e Simão);
- Portugal nas duas vezes que encontrou a Coreia do Norte nos Mundiais passou a somar um saldo favorável de 12 golos marcados contra 3 sofridos.
- Na primeira parte e até ao golo de Raúl Meireles, Portugal e Coreia estavam empatados em remates (4 para cada lado)
Crónicas do Mundial 2010
Melhor em campo: Chicharito Hernandéz
Arbitragem: Péssima
Melhor em Campo: Higuaín
Arbitragem: Boa
So vi o final do jogo, quando uma Alemanha enfraquecida por jogar com um a menos lutava como conseguia face a uma Sérvia fortíssima, que ainda teve algumas ocasiões para aumentar a vantagem.
Melhor em campo: Stojkovic
Arbitragem: Medíocre
Melhor em campo: Belhadj
Arbitragem: Boa
Apenas assisti à segunda parte, ainda a tempo de ver um jogo com alguma agitação, mercê do golo de Sneidjer, que motivou o Japão a mostrar mais jogo ofensivo, o qual não chegou para empatar a partida. O golo teve grande colaboração do guarda-redes nipónico e acabou por resultar nos três pontos e consequente qualificação da Holanda para os Oitavos. Missão cumprida, mas sem a intensidade que os holandeses mostraram anteriormente. Jogando desta forma, duvido que cheguem ao seu objectivo mínimo que são as meias-finais.
Melhor em Campo: Tulio Tanaka
Arbitragem: Boa
Melhor em campo: Kjaer
Arbitragem: Razoável
Melhor em campo: David Villa
Arbitragem: Péssima
Sunday, June 20, 2010
O Sporting e a falsa questão do guarda-redes
Ninguém me tira da ideia que todos os nomes de guarda-redes que saíram nas páginas da comunicação social para a baliza do Sporting não passam de uma de três teorias:1) a primeira e que eu estranharia mais diz respeito a algum conflito que a comunicação social tenha com Rui Patrício,
2) a segunda - aquela em que eu tenho vindo a acreditar cada vez mais - diz-me que a imprensa desportiva portuguesa está a fazer um teste ao Sporting e a à sua recentemente eleita direcção. Esse teste consiste em lançar tantos nomes para a frente que eventualmente, o Sporting pegue em algum desses nomes e acabe por planificar a sua época de acordo com aquilo que dizem os jornais e não de acordo com aquilo que a direcção técnica do clube acredita.
3) a última teoria e que eu considero a mais provável diz respeito aos bufos do Sporting, de que Paulo Bento já falava. Em alguma conversa privada, alguém deve ter ouvido Paulo Sérgio a dizer que queria uma guarda-redes experiente e de craveira internacional e partindo daí, a notícia espalhou-se para os jornais que, em catadupa, vão mandando nomes para o ar a ver quem acerta primeiro na real contratação.
Para mim, ainda que tudo isto esteja a acontecer, é tudo uma falsa questão, pois Rui Patrício é dos melhores guarda-redes da sua geração, com experiência acumulada na nossa liga e cujo valor não deve ser posto em causa só por uma época em que as coisas correram mal a praticamente todos do plantel.
Sunday, June 13, 2010
Crónicas do Mundial 2010
Melhor em campo: Jonas Gutierrez
Arbitragem: Excelente
Jogo muito pobre em termos de espectáculo para o qual em muito contribuiu a postura defensiva de ambas as equipas. A Argélia, com um esquema que privilegiou o jogo de contra-ataque, não soube aproveitar as debilidades na construção de jogo dos eslovenos, que tinham nos seus médios ofensivos as suas melhores unidades. Apesar de conseguirem estancar bem o ataque esloveno, os argelinos nunca se mostraram perigosos e além disso, foram também infantis em dois momentos que definiram a partida: a expulsão de Ghezzal e o frango de Chaouchi. Aproveitaram bem os eslovenos para somar 3 pontos e colocar em causa o lugar de americanos ou ingleses na fase seguinte da prova.
Melhor em campo: Suler
Arbitragem: Segura
Melhor em campo: Ozil
Arbitragem: Fraca
Melhor em campo: Van Bommel
Arbitragem: Mediana
A squadra azzurra começa o Mundial a tropeçar, algo habitual nas suas andanças pelo Mundial. Abençoada por um grupo facílimo, a Itália só perdendo o jogo de hoje é que poderia ter dificuldades de maior na qualificação para a fase seguinte. É certo que não o perdeu, mas também não esteve muito longe disso, pois não fosse a falha do guarda-redes Villar, estaríamos agora a falar de uma grande vitória dos sul-americanos. O Paraguai foi igual a si próprio nestes torneios: duro de roer, rezingão, sem medo da luta mas sempre com percalços fatais lá atrás. Acredito que o Paraguai passará este grupo, no entanto terão que mudar alguma coisa frente à Eslováquia. Já a Itália tem que mudar mais ainda, pois apesar da vontade que demonstrou depois de estar em desvantagem, falta claramente criatividade no meio-campo e concentração defensiva a esta selecção.
Melhor em campo: Enrique Vera
Arbitragem: Boa
Melhor em campo: Maicon
Arbitragem: Mediana
Melhor em campo: Zokora
Arbitragem: Mediana
Monday, May 24, 2010
Portugal 0 - 0 Cabo Verde: Análise

Do lado negativo, a cerca de 3 semanas do Mundial a selecção mostra uma fragilidade ofensiva fora do normal. Os extremos até funcionam, mas na área não há quem seja capaz de se movimentar de forma ideal para marcar os golos. Tanto a necessidade exagerada de Ronaldo querer participar no jogo ofensivo como a má forma de Liedson e a lentidão de Hugo Almeida são factores que têm que ser trabalhados de forma rápida e eficaz para que não sejam esses mesmos factores os motivos de um falhanço no Mundial que parece mais realizável do que seria suposto. Ainda do lado negro da força portuguesa, Deco está a anos-luz do mágico que encantou o Porto. É hoje um jogador lento, em claro declínio e a pensar mais naquilo que ainda pode ganhar monetariamente do que desportivamente. Carlos Martis ou Hugo Viana têm lugar de caras no lugar de Deco e Queiroz será responsabilizado pelo insucesso da sua escolha. O pior mesmo é sabermos desde já que o seleccionador nacional continuará a apostar no luso-brasileiro que pouco ou nada trará a Portugal. Por bem da selecção das quinas, seria bom que Deco se lesionasse ou não pudesse ir ao Mundial, e digo isto de forma triste, pois não desejo a dor a ninguém, mas não vejo outra forma de Queiroz corrigir a tempo o seu erro na convocatória.
Passando ao lado positivo do jogo, este foi um bom teste para demonstrar tudo o que está mal, logo dando à equipa técnica os sintomas da doença de forma a que se possa remediar ou mesmo curar a tempo do Mundial começar. E isto é tudo o que de positivo este jogo teve no plano técnico-táctico. No plano dos jogadores, destaque para três unidades:
O Bom: Fábio Coentrão
Tinha dúvidas se o benfiquista teria a capacidade necessária para fazer na selecção o que faz no seu clube e hoje ficou provado que realmente é capaz. Com ele na defesa em vez de Duda, Portugal ganha mais coesão defensiva, mais apoio ao ataque, mais chegada à linha e mais juventude. Perde apenas em experiência, mas isso é o menos.
O Mau: Deco
Já falei dele anteriormente e não me vou alongar muito mais: não dá à selecção aquilo que devia dar. É um campeão, mas não o vejo a fazer a diferença na África do Sul.
O Vilão: Cristiano Ronaldo
Já vai sendo hábito que Ronaldo se agarre demasiado à bola, participe da pior forma na construção do ataque, que se mostre ansioso e revoltado e adicione-se agora, que tente fazer golos com a mão como se tivesse piada na sua situação. Acho Ronaldo um fora-de-série e penso que lhe falta um golo nas Selecção para acalmar as ideias e voltar a fazer a diferença da melhor forma que o faz no seu clube: encantando a plateia e fazendo golos e jogadas magníficas.
Saturday, May 22, 2010
Notas da grande final: Bayern 0 - 2 Inter

Mourinho. És Grande Mourinho! Igualou em menos de 10 anos o número de Champions conquistadas por Ferguson em mais de 30. Tem um dom. Não é defensivo, mas sim ganhador. Entrou na história do Porto, Chelsea e agora do Inter. Mesmo que encerrasse amanhã a carreira de treinador seria sempre dos mais vitoriosos da história do futebol.
Zanetti. Lembro-me bem do Inter nos anos 90 e o martírio pelo qual passava o argentino, sempre capaz de tudo por uma equipa que raramente o acompanhava. Metia pena vê-lo lutar de forma tão inglória. Hoje é rei na Europa, algo que se sempre mereceu ser.
Robben. O que disse sobre Zanetti vale para Robben. Merecia mais, pois correu e tentou todo o jogo, mas hoje não era a sua noite. Hoje, mesmo que não tenha sido decisivo, provou que é um fora-de-série.
Bayern. Foram dos vencidos mais honrados que vi nos últimos anos. Aplaudiram a consagração do rival, revelaram grande cordialidade na hora da derrota e, apesar da tristeza, foram certamente campeões do fair-play.
Apostas para o Mundial 2010: As Decepções
Pontos fracos: Van Marwijk tem sido consensual mas ainda não teve qualquer mata-mata como prova do seu valor. É uma selecção em fase de rejuvenescimento e a aposta na juventude pode ser perigosa, tal como aconteceu no Euro 2008. Exceptuando Robben e Sneidjer, os jogadores mais importantes da Holanda a jogar no estrangeiro tiveram uma época muito pobre.
Pontos fortes: Ribéry está a recuperar a chama que mostrou nos primeiros tempos na Alemanha, assim como Anelka, que parece viver uma nova juventude. A experiente defesa é das melhores do Mundial. Lloris oferece garantias na baliza que nem Barthez conseguiu dar aos franceses.
Pontos fracos: Domenech é o grande ponto fraco desta equipa. A sua teimosia e má-disposição constante (ou má educação, como se queira) não ajudam em nada esta selecção. Ainda que seja muito boa, falta na defesa um líder natural como Desailly ou Blanc. Benzema não teve a melhor das temporadas, mas é a opção natural para substituir Anelka ou Henry.
Pontos fortes: Eto'o é dos melhores avançados do mundo e chegará com a moral em alta ao Mundial. Alex Song e o veteraníssimo Rigobert Song oferecem a esta selecção uma solidez que falta a outras selecções africanas. Paul Le Guen é uma real mais-valia para o combinado dos Camarões.
Pontos fracos: Os nomes não ganham jogos, mas é bem verdade que há muitos jogadores de escalões secundários nesta equipa, o que se traduz em ausência de opções reais para a equipa base. As faixas laterais desta selecção aparentam ser de muito fraco nível.

Pontos fortes: o jogar em casa é o ponto mais forte desta equipa, o que não é definitivamente bom sinal. Mokoena, Piennar e McCarthy terão que estar em dia sim se a África do Sul quiser chegar no mínimo à 2ª fase. Parreira é, tal como Le Guen nos Camarões, uma mais-valia.
Pontos fracos: No geral, fraco nível do onze e péssimo nível dos suplentes. No particular falta experiência competitiva a cerca de dois terços do plantel.
Wednesday, May 19, 2010
O rídiculo
Maradona prosseguiu hoje o seu processo de suícidio desportivo ao anunciar a lista definitiva para o Mundial 2010. Se, efectivamente, são estes os representantes albicelestes no Mundial, Maradona comete assim vários e graves erros que dificilmente serão desculpados pelo povo que hoje, ainda ama o astro sul-americano.Guarda-redes:
Andujar (Catania/ITA)
Sérgio Romero (AZ Alkmaar/HOL)
Diego Pozo (Colón)
Defesas:
Ariel Garce (Colón)
Clemente Rodriguez (Estudiantes)
Burdisso (Roma/IA)
Walter Samuel (Inter/ITA)
Otamendi (Vélez Sarsfield)
Demichelis (Bayern/ALE)
Heinze (Marselha/FRA)
Jonas Gutierrez (Newcastle/ING)
Mario Bolatti (Fiorentina/ITA)
Juan Veron (Estudiantes)
Javier Pastore (Palermo/ITA)
Maxi Rodriguez (Liverpool/ING)
Di Maria (Benfica/POR);
Avançados:
Aguero (Atlético de Madrid/ESP)
Higuain (Real Madrid/Esp)
Messi (Barcelona/ESP)
Diego Milito (Inter/ITA)
Tevez (Manchester City/ING)
Martin Palermo (Boca Juniors).
Na defesa a aposta é clara na veterania (Burdisso, Samuel, Heinze e Demichelis) o que torna ainda mais inexplicável a ausência de Zanetti, do qual mais a frente voltaremos a falar. Preenchem as vagas dois jogadores que disputam o campeonato argentino (Ariel Garce e Clemente Rodriguez), dos quais se espera que tenham problemas de adaptação aos tacticamente evoluídos jogadores europeus. Recuando um pouco mais, o guarda-redes titular será Romero ou Andujar, ambos jogadores de nível secundário, muito longe dos guarda-redes das selecções rivais que defendem os melhores clubes europeus (Júlio César, Casillas, Buffon ou Lloris).
Passamos agora ao pior: não convocar Cambiasso é quase um crime, mas deixar de fora Lucho Gonzalez é de quem não está a par do futebol actual. Percebo o fascínio de Maradona pelo Calcio, onde jogou e foi estrela, mas dificilmente se percebe como é possível deixar de fora um dos médios mais completos do futebol mundial e campeão em França, apostando ao invés num jogador que não se conseguiu afirmar em Portugal (Bollatti), num campeão da 2ª Liga Inglesa (Gutierrez) ou num velhote (Véron), que apesar de continuar a ser um grande líder, não tem certamente pernas para acompanhar os jovens talentos do Mundial. Até a aposta em Maxi Rodriguez é, no contexto de hoje, muito arriscada, pois saiu do Atlético para se afirmar em Liverpool, falhando claramente nessa mudança. Por fim, Zanetti seria, quanto a mim, um nome que devia figurar em qualquer equipa do planeta devido à continuidade e constância que leva na última década, mas estranhamente não faz parte da lista de Maradona.
Podíamos ainda incluir Aimar, Riquelme, César Delgado ou Zaraté na discussão mas tudo isso são opções que terão a sua explicação quando Maradona tenha que responder pelo fiasco que será a Argentina neste Mundial. Neste momento não dou nada por eles, mas já se sabe como é o futebol...
Sunday, May 16, 2010
Benfica - e depois do título?
Prováveis saídas serão as de Jorge Ribeiro, Luís Filipe, Moreira, Mantorras e Shaffer, aos quais poderá estar associado o nome de Éder Luís e Weldon ou Nuno Gomes, sendo que o clube deverá equacionar os empréstimos de Fellipe Menezes, Miguel Vítor, Urreta e mesmo Roderick Miranda. A renovação de Quim é, para já, ainda uma incógnita.








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